Homem ataca crianças com martelo em escola na China

Um fazendeiro atacou crianças com um martelo hoje em uma escola primária no leste da China, antes de atear fogo sobre si, informou a mídia estatal. O homem morreu. Trata-se do mais recente caso de uma série de ataques contra crianças em escolas, aparentemente ocorridos também por um efeito de imitação.

AE, Agência Estado

30 de abril de 2010 | 09h57

O crime na província de Shandong deixou cinco crianças e um professor feridos, mas a situação deles é estável, segundo a agência estatal Xinhua. A China reforçou a segurança em escolas pelo país a fim de evitar novos ataques.

Antes do incidente, a China havia registrado três casos de ataques com facas nesse último mês, incluindo dois somente esta semana, realizados por adultos com problemas mentais, que deixaram oito crianças mortas e quase 50 feridos.

Os ataques mostram como a China - que em geral registra índices de criminalidade menores que a média do Ocidente - enfrenta uma crescente ameaça à segurança, em meio aos temores sobre os índices crescentes de doenças mentais e as dificuldades para se impor um controle social.

No ataque em Shandong, o fazendeiro Wang Yonglai invadiu o portão da Escola Primária Shangzhuang, na cidade de Weifang, com sua motocicleta. Em seguida, começou a agredir crianças com um martelo. Ele também usou a ferramenta para atingir o pé de um professor que tentou pará-lo, relatou a Xinhua. Wang então jogou gasolina sobre si e ateou fogo, enquanto segurava duas crianças em seus braços. Os professores tiraram as crianças de perto do homem.

Segurança

O Ministério da Educação divulgou hoje um comunicado "urgente" pedindo que escolas reforcem a segurança, aumentem as restrições a visitantes e preparem planos para emergências. "Nós temos que estabelecer um conceito de segurança primeiro, prevenção primeiro", afirmou o ministério no texto, divulgado em seu site.

Ontem, um desempregado feriu 29 crianças e três adultos com uma faca, em um ataque a um jardim-de-infância na cidade de Taixing, no leste chinês. A polícia informou que o homem estava bravo por "uma série de humilhações profissionais e pessoais", segundo a Xinhua.

Um dia antes, um professor de 33 anos com problemas mentais feriu 15 estudantes e um professor, em um ataque com uma faca de uma escola primária na província de Cantão, no sul do país. Em ambos os casos, os agressores foram detidos e as vítimas não correm risco de morrer.

Notícias de vários pontos do país registram que autoridades começaram a fortalecer as medidas de segurança em escolas - entre elas, estão previstas patrulhas perto de escolas e um reforço no monitoramento das pessoas com doenças mentais.

Estudos notam que aumentam os casos de problemas mentais no país, ligados ao estresse conforme a sociedade capitalista se acelera e alguns esteios da era comunista vão sendo perdidos. Um estudo do ano passado estimou que 173 milhões de adultos têm algum tipo de distúrbio mental na China - 91% deles nunca havia recebido auxílio profissional. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
Chinaataqueescolacrianças

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.