Homem-bomba da Al Qaeda mata 12 no Iêmen

Militantes suicidas ligados à Al Qaeda se explodiram na sexta-feira numa escola e em uma passeata no Iêmen, matando pelo menos 12 pessoas, segundo o Ministério da Defesa.

REUTERS

25 Maio 2012 | 20h27

O ataque, que teve xiitas como alvo, ocorre menos de uma semana depois de um homem-bomba fardado detonar um cinturão explosivo no ensaio para um desfile militar em Sanaa, matando mais de 90 soldados e ferindo pelo menos 200.

Estimulados pelas turbulências políticas no Iêmen, a filial local da Al Qaeda tem realizado ousados ataques, causando crescente preocupação por parte dos EUA e da vizinha Arábia Saudita.

Um grupo sunita afiliado à Al Qaeda reivindicou os atentados de sexta-feira, em vingança pela morte de sunitas no norte do Iêmen, reduto de rebeldes xiitas na fronteira com a Arábia Saudita.

Militantes sunitas ligados à Al Qaeda veem os muçulmanos xiitas como hereges.

Um dos ataques ocorreu na província de Al Jawf, no norte, onde um homem-bomba entrou de carro numa escola em que membros de um grupo de rebeldes xiitas, os Houthis, se reuniram para rezar, segundo uma autoridade local. Houve 12 mortos, disse a fonte.

Uma facção do grupo Partisanos da Lei Islâmica, afiliado à Al Qaeda iemenita, disse em nota que 20 "apóstatas" houthis morreram.

Horas antes, outro homem-bomba se matou numa manifestação dos Houthis na montanhosa província de Saada, também no norte, onde os rebeldes praticamente gozam de independência. Em nota, os Houthis disseram que não houve vítimas.

(Reportagem de Mohammed Ghobari)

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