Homem-bomba deixa dezenas de mortos em escola no nordeste da Nigéria

Um homem-bomba disfarçado de estudante matou ao menos 48 pessoas, a maioria estudantes, e feriu outras 79 durante uma assembleia escolar na cidade de Potiskum, no nordeste da Nigéria, nesta segunda-feira, disse uma autoridade hospitalar.

REUTERS

10 de novembro de 2014 | 14h42

Ninguém assumiu de imediato a responsabilidade pelo atentado no Estado de Yobe, cujo território fica próximo do reduto do grupo militante muçulmano sunita Boko Haram, que há cinco anos conduz uma insurgência na região.

Um repórter da Reuters em Potiskum disse que moradores locais revoltados bloquearam o acesso à escola e ao hospital adjacente, impedindo que as forças de segurança se aproximassem do local da explosão.

A intenção da multidão foi não ver repetido o que aconteceu na semana passada, quando membros das forças de segurança atiraram em moradores após uma bomba matar cerca de 30 pessoas, disse uma fonte da polícia.

O Boko Haram tem intensificado seus ataques desde que o governo nigeriano anunciou um acordo de cessar-fogo no mês passado, assim como a libertação iminente de mais de 200 estudantes meninas sequestradas pelo grupo. O líder do Boko Haram negou o cessar-fogo e as estudantes ainda não foram libertadas.

O grupo, cujo nome significa "A educação ocidental é pecaminosa", tem atacado escolas, sequestrado centenas de estudantes e matado milhares de pessoas em sua luta pela criação de um Estado islamita, e é tido como a maior ameaça de segurança na Nigéria, principal produtor de petróleo da África.

"Até agora, o número de mortos é 48, enquanto 79 ficaram feridos. Eu contei os corpos, a maioria de estudantes e alguns professores", disse uma enfermeira no Hospital Geral de Potiskum à Reuters.

"Um professor que sobreviveu à explosão com ferimentos leves disse que um homem-bomba vestido como um estudante estava em meio aos estudantes no local da assembleia", disse ela, que pediu anonimato.

A polícia da Nigéria confirmou que o homem-bomba estava disfarçado de estudante, acrescentando que 47 pessoas foram mortas.

(Reportagem de Joe Hemba em Potiskum e Lanre Ola em Maiduguri)

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