AP
AP

Homem-bomba que atingiu ônibus na Bulgária teve ajuda, diz premiê

Primeiro-ministro búlgaro afirmou que a polícia ainda não identificou o suicida

Reuters,

24 de julho de 2012 | 20h00

SÓFIA - Um homem-bomba que matou cinco turistas israelenses na semana passada na Bulgária teve ajuda de um grupo organizado para planejar e realizar o atentado, disse nesta terça-feira o primeiro-ministro búlgaro, Boiko Borisov. Segundo ele, a polícia ainda não identificou o suicida que explodiu um ônibus no estacionamento da cidade turística de Burgas, na quarta-feira, também deixando mais de 30 feridos.

Veja também:

link Atentado foi conspiração sofisticada, dizem búlgaros

link Irã nega participação no atentado contra israelenses

Borisov, que se reuniu em Sófia com John Brennan, assessor de contraterrorismo do governo norte-americano, disse que o ataque foi tramado por "gente extremamente experiente" em conspirações.

"Pelo que vejo, eles chegaram quase um mês antes, trocaram os carros alugados e viajaram a diferentes cidades ... e não mais de uma pessoa que estamos procurando foi capturada por alguma câmera de segurança."

O premiê disse que o DNA e as impressões digitais do homem-bomba não constam em nenhum arquivo da Bulgária ou de serviços de inteligência de países parceiros. Sem entrar em detalhes, ele sugeriu que o militante deve ter entrado na Bulgária em um avião proveniente do "Espaço Schengen" (zona europeia sem controle interno de passaportes).

Israel acusou o Irã e o grupo xiita libanês Hezbollah pelo atentado. O Irã negou as acusações. Borisov disse que a Bulgária, país membro da União Europeia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), não fará acusações antes do encerramento das investigações. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.