Homem com problemas mentais é acusado de ameaçar Bush

Um homem de origem palestina internado em um manicômio por problemas mentais foi indiciado por ter dito que castraria o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, se tivesse oportunidade. O caso vem levantando questões sobre até que ponto é possível responsabilizar as pessoas pelo que elas dizem que fariam mas dificilmente poderiam concretizar, especialmente quando envolve pessoas em tratamento por problemas mentais internadas em manicômios. "Isso é a segurança nacional elevada à potência da paranóia", opinou Steven Beckett, professor de direito da Universidade de Illinois, sobre o processo contra Arafat Nijmeh, de 26 anos. "São apenas delírios de um paciente mental", salientou. Nijmeh foi indiciado no último dia 23 por ameaçar "consciente e intencionalmente" o presidente americano. Cinco dias antes do indiciamento, ele teria dito a dois funcionários do manicômio onde está internado que castraria Bush se pudesse. Um dia depois da suposta ameaça, agentes secretos americanos teriam sido enviados ao manicômio e Nijmeh disse que a castração "não seria nada demais se considerarmos o que ele fez com meu país. Se não isso, alguma outra coisa". Mais tarde, Nijmeh disse que estava apenas brincando. Ele está detido preventivamente. Uma audiência está marcada para o dia 10, quando deverá ser determinada a fiança, disse Phil Kavanaugh, defensor público do acusado. Kavanaugh recusou-se a comentar o caso e disse que o réu pretende contratar um advogado para defendê-lo. Funcionários da promotoria não foram encontrados para comentar o caso. As acusações apresentadas contra Nijmeh acarretam sentença máxima de cinco anos de reclusão. Não se sabe o motivo da internação do réu no manicômio nem há quanto tempo ele está lá. Ele já teve duas passagens pela polícia, sendo uma por agressão e outra por disparo irresponsável de arma de fogo.

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