AFP / ESCRITÓRIO DO XERIFE DO CONDADO DE ECTOR
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Homem considerado o assassino em série mais sanguinário dos EUA morre aos 80 anos

Samuel Little, que cumpria pena de prisão perpétua, morreu em um hospital da Califórnia

Redação, O Estado de S.Paulo

31 de dezembro de 2020 | 03h58

LOS ANGELES - Samuel Little, considerado o assassino em série mais sanguinário da história dos Estados Unidos, morreu nesta quarta-feira, 30, aos 80 anos.

Little confessou em 2018 que havia matado mais de 90 pessoas em todo o país ao longo de quatro décadas. Mais de 50 desses crimes já foram confirmados pelo FBI.

O assassino, que cumpria pena de prisão perpétua, morreu em um hospital da Califórnia, informou o Departamento de Correções e Reabilitação do Estado em um comunicado. As autoridades detalharam que ainda não foi determinada a causa de sua morte.

Little foi preso em setembro de 2012 em um abrigo para sem-teto no estado de Kentucky e transferido para a Califórnia, onde era procurado por delitos de drogas.

Uma vez em Los Angeles, as autoridades associaram seu DNA ao encontrado nas mortes de três mulheres entre 1987 e 1989, todas elas estranguladas e seus corpos jogados em um beco, um aterro sanitário e uma garagem.

Little foi condenado a três penas de prisão perpétua por esses três assassinatos, mas a polícia queria compartilhar seu DNA e detalhes de seu modus operandi com o FBI para uma investigação mais aprofundada.

O que o FBI descobriu foi "um padrão alarmante e ligações convincentes com muitos outros assassinatos", principalmente "mulheres vulneráveis ​​e marginalizadas" envolvidas na prostituição e viciadas em drogas.

“Às vezes, seus corpos não eram identificados e suas mortes nem mesmo investigadas”, detalhou o FBI na época.

Um dos eventos levou o FBI ao Texas e, acompanhados pelos guardas daquele estado, os federais decidiram interrogar Little no cárcere, que concordou em cooperar em troca de uma transferência da prisão.

"Ele passou por cidades e estados e deu aos guardas o número de pessoas que matou em cada lugar. Jackson, Mississippi, um; Cincinnati, Ohio, um; Phoenix, Arizona, três; Las Vegas, Nevada, um", explicou o FBI em 2018.

Little se lembrava de suas vítimas e assassinatos em grandes detalhes, sendo capaz até de desenhar os rostos de algumas das mulheres, embora não conseguisse memorizar as datas e estabelecer uma cronologia.

De acordo com os investigadores, Little deixou a casa de sua família no final dos anos 1950. Desde então, iniciou um estilo de vida nômade: atravessou o país de ponta a ponta em poucos dias, roubou de cidade em cidade para comprar drogas e álcool e, antes de seus primeiros problemas com a autoridade, mudou de lugar.

Foi isso, junto com o perfil de suas vítimas e que grande parte dos assassinatos ocorreram antes da adoção do DNA pela criminologia, que o ajudou a passar despercebido por décadas./EFE

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