REUTERS/Saleh Salem
REUTERS/Saleh Salem

Polícia de Dubai lembra homem que deixou filha se afogar para evitar 'desonra'

Segundo o tenente-coronel Ahmed Burqibah, pai de origem asiática impediu em 1996 que socorristas entrassem na água para ajudar a garota de 20 anos

O Estado de S. Paulo

11 de agosto de 2015 | 09h41

DUBAI - A Agência France Presse publicou, como se fosse de ontem, a notícia da prisão de um homem de origem asiática m Dubai que impediu a ajuda de uma equipe de socorristas a sua filha no momento em que ela se afogava, com o argumento de que não queria que desconhecidos a tocassem e a "desonrassem". No entanto, a notícia é de 1996 e foi relembrada por um salva-vidas a pedido do site Emirates 24/7, que publicou o relato na segunda-feira.

De acordo com o testemunho, a jovem de 20 anos estava se afogando quando a equipe de emergência chegou para ajudá-la. No entanto, o pai da jovem "se mostrou violento e disse que preferia que a filha morresse a ser tocada por um desconhecido", afirmou o tenente-coronel Ahmed Burqibah, responsável pelo departamento de busca e resgate da polícia de Dubai, ao site Emirates 24/7.

"Este é um dos incidentes que eu não vou conseguir esquecer. Eu e os outros socorristas envolvidos no caso ficamos chocados", afirmou Burqibah.

De acordo com o diretor da polícia de Dubai, o pai tinha levado a mulher e dois filhos à praia para um piquenique. 

"Os jovens estavam nadando e, repentinamente, a garota de 20 anos começou a se afogar e a pedir ajuda", conta Burqibah. "Dois socorristas chegaram ao local para ajudá-la, mas a crença do pai asiático de que se aqueles homens tocassem nela a desonrariam acabou custando a vida da jovem."

O pai da garota, cuja nacionalidade e a identidade não foram divulgadas, foi detido e processado por ter impedido que os socorristas salvassem a vida de sua filha.

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