Homem é condenado à morte por apedrejamento na Nigéria

Um tribunal islâmico da Nigéria condenou à morte por apedrejamento um homem que abusou sexualmente de uma menina de 9 anos, em cumprimento à Sharia, a lei do Corão seguida no norte do país e que até então só havia sido aplicada a mulheres adúlteras. Sarimu Mohammed, de 50 anos, casado e pai de dois filhos, não quis apelar da sentença de primeiro grau que foi emitida pelo Tribunal Islâmico da aldeia de Birnuwa, no estado de Jigawa (noroeste do país).A partir da aceitação do delito, o homem se tornou o primeiro condenado a morrer apedrejado - um castigo que, após múltiplos apelos internacionais, não foi aplicado em duas mulheres, Safiya e Hafsatu, acusadas de adultério. A mesma sentença aguarda Amina, outra nigeriana condenada pelo mesmo "delito" e que, segundo a decisão judicial, deverá ser aplicada depois de a mulher terminar em janeiro de 2004 de amamentar a filha Wasila.A lei islâmica está em vigor em 12 dos 36 estados da Nigéria, a maioria deles na região norte. "Uma vez tomada a decisão, trata-se de uma decisão divina", afirmou Usman Dutse, porta-voz do governo de Jigawa, que indicou que "com a Sharia não se pode transigir. A única possibilidade é a de apelar".No entanto, o governador do estado, Ibrahim Turaki, não pretende intervir no caso, segundo o porta-voz. Já o presidente nigeriano, Olusegun Obasanjo, cristão do sul do país, expressou em reiteradas oportunidades o desacordo com essa modalidade de castigo, e opinou que ela "viola a Constituição´. AnsaSistema de saúde palestino está à beira do colapsoRamallah, Cisjordânia O sistema de saúde nos territórios palestinos se encontra à beira do colapso devido às restrições vinculadas à presença militar israelense, advertiu hoje (27) o vice-ministro da Saúde palestino, Munther al-Sharif. Segundo o jornal al Hayat al-Jadida, que publica uma entrevista com o vice-ministro, 320 clínicas dos territórios foram fechadas devido à ocupação, enquanto os hospitais só funcionam atualmente com 30% de sua capacidde. O alto funcionário disse que meio milhão de crianças deixsram de receber as vacinas enviadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para a região.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.