Homem é declarado inocente na China 18 anos após ser executado

Uma corte do norte da China inocentou nesta segunda-feira, dezoito anos após executada a pena de morte, um homem da uma acusação de estupro. Huugjilt, um chinês da etnia mongol, foi declarado culpado em 1996 por um caso de abuso sexual e assassinato de uma chinesa em um banheiro público. A decisão foi anunciada no microblog da Alta Corte do Povo da Mongólia Interior.

AE, Estadão Conteúdo

15 de dezembro de 2014 | 11h53

O vice-presidente da corte, Zhao Jianping, ofereceu suas "sinceras desculpas" à família de Huugjilt, afirmou a agência de notícias chinesa Xinhua. Os familiares do rapaz, que tinha apenas dezoito anos quando recebeu a sentença, terão direito a 30 mil yuans (US$ 5 mil) como pedido de desculpas da corte, e foram avisados que poderiam reivindicar uma compensação de valor indefinido.

A agência noticiou previamente que um estuprador e assassino em série havia confessado o mesmo crime em 2005, após ter recebido a sentença de morte por outros casos. Entretanto, ele nunca foi julgado pelo crime de 1996 e ainda aguarda para ser executado.

A China é acusada de executar mais presos por pena de morte que o resto do mundo somado. O país, entretanto, não revela estatísticas sobre esse dado. O julgamento de Huugjilt, que como muitos mongóis usa apenas um nome, aconteceu em um momento que a polícia e as cortes recebiam pressão extra por encontrar e punir criminais, algo que acontece periodicamente no país. Fonte: Associated Press.

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