EFE/MIGUEL GUTIÉRREZ
EFE/MIGUEL GUTIÉRREZ

Jovem venezuelano é morto a tiros em onda de saques e manifestações pela falta de alimentos

Número de mortos em incidentes do tipo sobe para quatro

O Estado de S. Paulo

15 Junho 2016 | 11h29

CARACAS - Um menor de 17 anos morreu na localidade venezuelana de Lagunilla, no Estado de Mérida (oeste), durante protestos pedindo alimentos que degeneraram em distúrbios e saques, informaram as autoridades. O adolescente morreu na manhã desta quarta-feira (15) em um hospital da cidade, onde deu entrada após ficar ferido durante os distúrbios registrados na noite anterior.

Embora o Ministério Público não tenha detalhado as causas da morte, a imprensa local destacou que a vítima levou um tiro na cabeça durante confronto de manifestantes com policiais e militares, dos quais não teria participado.

Onze pessoas foram detidas em Lagunilla durante os distúrbios, provocados durante o protesto por comida, motivada pela grave escassez no país, disse à imprensa o chefe da polícia local, Álvaro Sánchez.

Entre os detidos estão vários menores de idade, com os quais foram encontrados provisões e equipamentos eletrônicos, entre outros elementos furtados de estabelecimentos comerciais, segundo o boletim policial, citado pelo jornal Últimas Noticias.

A Venezuela vive uma onda de protestos exigindo o abastecimento de produtos de primeira necessidade, que nas últimas semanas degeneraram em saques. Estes protestos e saques deixaram ao menos quatro mortos, incluindo o menor.

Com multidões gritando "queremos comida!" e forças da segurança tentando manter a ordem, manifestações e confrontos em lojas têm aumentado nas últimas semanas pelo país afetado pela recessão, impulsionados pela falta de produtos básicos.

Na cidade de Cumana, um homem foi morto a tiros na terça-feira durante uma onda de saques e manifestações por alimentos na Venezuela, disse a deputada Milagros Paz, do partido opositor Primero Justicia. Ela disse ainda que outras 27 pessoas ficaram feridas na terça-feira, durante um dia de caos e violência na cidade costeira caribenha.

"Foi tudo muito confuso. Houve saques simultâneos em partes diferentes de Cumana. Eles saquearam mais de 100 estabelecimentos", disse da Assembleia Nacional, em Caracas, com base nas informações obtidas com seus partidários. /AFP e Reuters

Veja abaixo: Por que a Venezuela está em crise?

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