Homem é preso em Kosovo por suspeita de conspiração terrorista nos EUA

Bajram Asllani convencia americanos da Carolina do Norte a perpretar atentados em território kosovar

AP,

17 de junho de 2010 | 19h52

RALEIGH, EUA- Um homem preso nesta quinta-feira, 17, em Kosovo foi acusado de fazer parte de uma conspiração terrorista com origem nos Estados Unidos que planejava ataques em uma instalação militar neste país e no exterior.

 

O escritório do procurador federal em Raleigh, na Carolina do Norte, afirmou nesta quinta que Bajram Asllani, de 29 anos, e nascido em Mitrovica, Kosovo, foi acusado de conspirar com homens no estado para realizar atentados terroristas em território kosovar. As autoridades afirmam que ele pediu dinheiro a americanos para comprar um terreno em Kosovo e construir uma base no local para armazenar munições para fins terroristas.

 

Asllani também foi acusado de fornecer a um dos americanos vídeos com propagandas terroristas para serem traduzidos e usados para recrutar outros homens. Autoridades federais e estaduais deram poucos detalhes sobre sua prisão, exceto que foi preso sem incidentes pela unidade antiterrorista da polícia de Kosovo.

 

O suspeito também foi mencionado em abril em uma acusação penal revelada nesta quinta. Nela, ele é acusado de fazer parte de um complô que levou à abertura de um processo judicial contra oito pessoas, entre as quais estão Daniel Patrick Boyd e dois de seus filhos, todos cidadãos americanos que vivem na Carolina do Norte.

 

"As pessoas que estão conspirando para prejudicar os Estados Unidos e os americanos já não estão a um mundo de distância de nós", disse em um comunicado de imprensa Owen D. Harris, agente especial do FBI na Carolina do Norte.

 

Esta não é a primeira vez que Asllani comete crimes relacionados ao terrorismo. As autoridades disseram que ele foi detido por forças kosovares em 2007 e colocado sob prisão domiciliar. Em setembro de 2009, ele foi condenado em ausência por uma corte sérvia por planejar crimes terroristas, e foi sentenciado a oito anos de prisão.

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