AFP PHOTO / FACEBOOK PAGE OF CHARLES ROWLEY
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Homem envenenado com Novichok volta a ser internado no Reino Unido

Segundo o diário 'The Guardian', Charlie Rowley relatou ao irmão que está com problemas na visão; hospital de Salisbury disse que não comentaria o caso, mas informou que não trata qualquer paciente por problemas relacionados ao agente neurotóxico

O Estado de S.Paulo

21 Agosto 2018 | 09h54

LONDRES - O britânico Charlie Rowley, que permaneceu quase um mês hospitalizado depois de ter sido envenenado com o agente neurotóxico Novichok, foi internado novamente no fim de semana por problemas de visão.

"Me disse que simplesmente não consegue ver mais, que sua visão tem problemas", explicou o irmão mais velho de Charlie, Matthew Rowley, ao jornal The Guardian

"Eu não sou médico, não posso dizer se a nova internação está relacionada com o Novichok. Mas é uma rara coincidência", disse Matthew.

Charlie Rowley foi internado no CTI, de acordo com o irmão. O hospital de Salisbury se negou a comentar o caso, mas informou que atualmente não tem nenhum paciente sob tratamento por problemas de saúde relacionados ao Novichok.

Charlie Rowley, de 45 anos, e sua companheira Dawn Sturgess, de 44 anos, foram hospitalizados em Salisbury, no sudoeste da Inglaterra, em 30 de junho depois que foram contaminados com o agente neurotóxico. Os dois manipularam um frasco que acreditavam que era uma garrafa de perfume, mas que na verdade continha Novichok.

Dawn, que tinha três filhos, morreu em 8 de julho. Charlie recebeu alta em 20 de julho.

O Reino Unido estabeleceu um vínculo entre a morte de Dawn Sturgess e o envenenamento no início de março em Salisbury por Novichock do ex-espião russo Serguei Skripal e sua filha Yulia.

A ação contra Skripal foi atribuída pelo governo britânico à Rússia, que nega qualquer envolvimento, uma situação que provocou uma crise diplomática entre o Kremlin e vários países ocidentais que anunciaram expulsões de diplomatas. 

Em 9 de agosto, o governo dos Estados Unidos anunciou a intenção de impor novas sanções econômicas à Rússia por este caso. / AFP

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