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Homem mais rico da Ucrânia pede protestos pacíficos contra separatistas

Pentágono diz que não há sinais de retirada de tropas russas da fronteira com a Ucrânia

O Estado de S. Paulo,

20 Maio 2014 | 09h57

DONETSK, UCRÂNIA - O multibilionário Rinat Akhmetov, o homem mais rico da Ucrânia, dono de fábricas por todo o leste do país, pediu a seus empregados que realizem protestos pacíficos nesta terça-feira contra o plano de separatistas de prejudicarem a eleição presidencial de 25 de maio.

Foi sua maior condenação até o momento dos separatistas, os quais assumiram o controle de pontos estratégicos em cidades no leste da Ucrânia, região da indústria pesada do país e com maioria dos habitantes de língua russa. Akhmetov pediu às pessoas que se unam "por Donbass sem arma! Por Donbass sem máscaras!", referindo-se à essa região do leste do país.

Akhmetov, um magnata do aço e do carvão, com cerca de 300.000 empregados, disse que os ucranianos deveriam "realizar protestos pacíficos" em suas empresas a partir da meia-noite desta terça-feira, quando as sirenes soarão por toda a região.

Pressão. No front diplomático, os Estados Unidos voltaram a dizer que não têm  nenhuma evidência de que o presidente Vladimir Putin tenha remanejado forças russas de perto da fronteira ucraniana de volta para suas bases.

“Até esta manhã não vemos evidências de que Putin esteja retirando as forças”, afirmou uma fonte do governo americano, sob condição de anonimato.

Moscou concentrou dezenas de milhares de soldados perto de regiões de fronteira onde separatistas pró-Rússia declararam Estados independentes. Iniciado pouco tempo após a anexação da região ucraniana da Crimeia à Rússia, esse movimento de tropas instigou temores em Kiev e em nações ocidentais de que as forças russas possam ser usadas para invadir o país e ajudar os rebeldes.

A crise na Ucrânia certamente será o centro das discussões entre altos oficiais militares na sede da Otan nesta semana. O general Martin Dempsey, o mais alto oficial militar dos EUA, está em Bruxelas para as discussões da Otan.

Os Estados Unidos e a União Europeia alertaram o governo de Putin contra a interferência nas eleições presidenciais da Ucrânia no domingo. / REUTERS

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