Homem negro é espancado até a morte pela polícia nos EUA

Grupos de defesa dos direitos civis clamaram hoje pela abertura de uma investigação sobre a morte de um homem negro, de 180 kg, que foi violentamente espancado por policiais brancos resistir à prisão em Cincinnati, Ohio. O incidente foi gravado por uma câmera instalada na viatura policial. A fita foi parar nas redações e foi amplamente divulgada nas tevês americanas e internacionais. A agressão ocorre dois anos e meio depois do assassinato de um jovem negro cometido pela polícia de Cincinnati, em outro controverso incidente que gerou três noites de distúrbios. No domingo a polícia recebeu uma chamada que dava conta de que um homem de 180 kg causava desordem na porta de um restaurante num bairro negro de Cincinnati. Ao chegar ao local, a dupla de policiais acreditou que o suspeito sofria de algum distúrbio mental e pediu ajuda a profissionais especializados. Mas, antes de o apoio chegar, Jones tentou acertar um dos funcionários do restaurante. Foi então que os dois policiais, munidos de pedaços de madeira e gás pimenta, começaram a agredi-lo. Outros quatro oficiais chegaram pouco depois, mas não ficou claro se eles participaram do espancamento. Jones foi declarado morto pouco depois de dar entrada em um hospital próximo. A autópsia revelou que a vítima sofreu um ataque cardíaco enquanto apanhava. O tenente-coronel Richard Janke tentou justificar a agressão, dizendo que seus policiais tiveram que controlar Jones à força porque foram atacados e que este os atacou e desobedeceu as ordens de pôr as mãos nas costas para ser algemado. Calvert Smith, presidente da sede de Cincinnati da Associação Nacional do Direito das Pessoas de Cor (NAACP, em inglês), indicou que, "de alguma maneira, Cincinnati deve ter a vontade de terminar com as mortes sem sentido de cidadãos afro-americanos durante o processo de prisão". O incidente está sendo investigado por vários departamentos de polícia e conselhos independentes. Os seis policiais envolvidos na prisão foram afastados provisoriamente de seus cargos. Jones foi acusado, em 1998, por posse de cocaína e ficou preso durante três anos em um centro especial.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.