Andrew Cullen/The New York Times
Andrew Cullen/The New York Times

Homem negro é morto por disparos em abordagem policial em Washington

Caso ocorre em meio a protestos contra o racismo e a violência policial no país e apenas dois dias após policiais de Los Angeles matarem um negro que andava de bicicleta quando agentes tentaram detê-lo por uma suposta violação de trânsito

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de setembro de 2020 | 23h01

WASHINGTON - Um homem negro morreu nesta quarta-feira, 2, por disparos da polícia na capital dos Estados Unidos, Washington, em um momento em que o país passa por históricos protestos contra o racismo e a brutalidade policial

As autoridades disseram que a polícia estava na parte sudeste da cidade, à tarde, para investigar relatos de que havia homens armados em um veículo.  "Quando os policiais se aproximaram do carro, algumas pessoas fugiram a pé e um policial abriu fogo", disse o chefe de polícia da cidade, Peter Newsham, em entrevista coletiva.

Ele informou que o homem foi levado ao hospital antes de ser declarado morto. “Acreditamos que o homem tinha uma arma naquele momento”, disse, garantindo que duas armas foram apreendidas no local.

"A vítima é um jovem afro-americano", disse Trayon White, vereador local, à imprensa, pedindo a divulgação das imagens capturadas pelas câmeras da polícia. “Eles não vão se safar, não deixem que a mídia esqueça esse assunto”, exortou a filial local do movimento Black Lives Matter, convocando uma manifestação.

Markus Batchelor, também representante do conselho local, disse ao site DCist que o jovem tinha acabado de comemorar seu aniversário de 18 anos. "É trágico", disse ele.

O caso ocorre depois de meses de protestos em todo o país contra o racismo e a violência policial e apenas dois dias após policiais de Los Angeles matarem Dijon Kizzee, um afro-americano de 29 anos que andava de bicicleta quando agentes tentaram detê-lo por uma suposta violação de trânsito.

Na quarta-feira, a família de Daniel Prude, um homem negro que foi sufocado até a morte pela polícia de Nova York em março enquanto estava nu e algemado, também exigiu que a justiça fosse feita.  / AFP 

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