REUTERS/Gonzalo Fuentes
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Homem preso na Disney de Paris com armas usará tornozeleira eletrônica por 6 meses

Apesar de os investigadores terem descartado a possibilidade de terrorismo, acusado será monitorado pelas autoridades francesas

O Estado de S. Paulo

03 de fevereiro de 2016 | 11h02

PARIS - O homem de 28 anos preso na semana passada na Disneylândia de Paris na posse de duas armas carregadas e munição foi condenado na terça-feira por um tribunal francês a usar uma tornozeleira eletrônica por seis meses. O Ministério Público havia solicitado quinze meses de prisão domiciliar.

O homem foi preso em 28 de janeiro no Hotel New York, perto do parque de diversões, o local turístico privado da Europa que recebeu mais turistas em 2015: 14,8 milhões.

A presença, ao lado das armas e munições, de um exemplar do Alcorão e sua conversão ao Islã há 10 anos agitaram os ânimos, enquanto a França vive sob a ameaça jihadista desde os atentados de 2015. Mas os investigadores rapidamente descartaram a pista terrorista.

O acusado disse ao juiz ter comprado uma primeira arma para "defender-se" depois de uma agressão. Ele acrescentou que procurou uma segunda, após os ataques em Paris, "para poder agir em caso de eventos como os de 13 de novembro" na varanda do seu estabelecimento. O acusado deve cumprir a pena na casa de sua mãe.

Ataque. Um açougue muçulmano foi metralhado na noite de terça-feira em uma cidade litorânea de Propiano, na ilha francesa da Córsega. A fachada do açougue ficou destruída pelos disparos de armas pesadas, mas não houve registro de vítimas, informou Eric Bouillard, procurador de Ajaccio, a capital regional. O ataque ainda não foi reivindicado.

Nos últimos meses, a ilha de Córsega foi cenário de tensões. Na noite de Natal, um grupo de bombeiros foi atacado por cerca de vinte pessoas armadas com barras de ferro em um bairro popular de Ajaccio, onde vive uma importante comunidade origem magrebina.

Esse fato desencadeou uma série de manifestações racistas em Ajaccio, onde um salão de orações muçulmano foi saqueado. / AFP e EFE

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