Chase Stevens/AP
Chase Stevens/AP

Homem que escapou do massacre era vizinho do atirador no hotel

Ralph Rodríguez veio de Los Angeles com amigos para ver o concerto e se hospedou no quarto acima de Stephen Paddock

O Estado de S.Paulo

02 Outubro 2017 | 21h53

LAS VEGAS - Após escapar do horror do massacre em Las Vegas, Ralph Rodríguez voltou ao seu hotel e descobriu que o atirador do ataque mais mortífero da história moderna dos Estados Unidos era seu vizinho no hotel.

Rodríguez estava no show de Jason Aldean, que encerrava o festival de música country ao ar livre, quando começaram os tiros. Ele lembra claramente do momento em que as pessoas perceberam que os tiros vinham de um prédio: o 32º andar do hotel Mandalay Bay, onde também estava hospedado.

O quarto de Aldean era exatamente o de cima de onde o atirador, Stephen Paddock, matou 59 pessoas com armas automáticas antes de se suicidar. "Ele estava no 32º andar, no 134, e eu no 33º, também no 134", disse Rodríguez à AFP no lobby do hotel.

A polícia isolou o quatro de Paddock, facilmente identificável porque o homem quebrou as vidraças para poder atirar com seu arsenal. Além dos mortos, o ataque deixou 527 feridos. 

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Rodríguez, de Pomona Valley, na região de Los Angeles, estava com um grupo de cerca de dez amigos (todos escaparam ilesos) assistindo ao show de Jason Aldean quando o horror começou.

"Ele (Aldean) tinha cantado duas ou três músicas quando escutamos o que parecia ser fogos de artifício". Pouca gente pensou que podiam ser tiros.

"Mas a coisa continuou. A banda parou e as pessoas começaram a correr em pânico. Foi uma experiência horrível, mas todos se ajudaram. As pessoas não protegiam apenas seus entes queridos, mas também desconhecidos: vi gente carregando crianças que não eram suas, outras empurravam cadeiras de rodas. Faziam o que podiam".

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"O grande problema é que não sabiam de onde vinham os tiros. Corríamos mas não sabíamos exatamente para onde correr. Era caótico".

Oficiais da polícia finalmente dirigiram o público para uma saída e "terminamos em uma esquina, onde pulamos uma cerca, usamos barreiras metálicas como escada e começamos a passar as pessoas de um lado para o outro".

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Enquanto fugia, Rodríguez viu pessoas caídas. "Não sabíamos se haviam tropeçado ou estavam baleadas, mas algumas sangravam".  Quando finalmente chegou ao seu quarto de hotel, Rodríguez percebeu que o responsável pelo massacre estava hospedado logo abaixo. / AFP

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