Greg Wood / AFP
Greg Wood / AFP

Homem que matou pinguins na Austrália prestará serviços comunitários e pena provoca indignação

Ecologistas defendem que a decisão não impedirá que outra pessoa cometa o mesmo crime no futuro; Joshua Jeffrey foi acusado de crueldade contra animais depois que espancou as aves com um pedaço de madeira quando estava bêbado em 2016

O Estado de S.Paulo

25 Junho 2018 | 07h53

SYDNEY, AUSTRÁLIA - Um homem que matou seis pinguins da espécie azul (a menor do mundo) foi condenado a prestar 49 horas de serviços comunitários por um tribunal australiano, uma sentença que provocou a ira dos ecologistas. 

+ O mito da área de proteção ambiental

+ Vida nas cidades pequenas é solução para imigração na Austrália

Joshua Jeffrey foi acusado de crueldade com agravante contra animais depois que espancou as aves com um pedaço de madeira quando estava bêbado, junto a outras duas pessoas, em uma praia de Sulphur Creek, no Estado da Tasmânia, em 2016.

+ Dois leões, dois tigres e um jaguar fogem de zoológico na Alemanha

+ Crise de suicídios preocupa interior da Austrália

A juíza Tamara Jago afirmou que foi "um ato cruel contra pinguins vulneráveis" e que Jeffrey, de 20 anos, não demonstrou remorso, informou o jornal Hobart Mercury

De acordo com publicação, Tamara "levou em consideração a capacidade intelectual limitada" de Jeffrey ao condená-lo a cumprir trabalhos comunitários e a pagar os custos de 82 dólares australianos (US$ 61). A sentença foi criticada pela associação Birdlife Tasmania por ser "qualquer coisa menos dissuasiva". 

O advogado de Jeffrey afirmou durante o julgamento que o cliente sofre problemas mentais desde a infância, segundo a emissora ABC.

"Isto não impedirá que outra pessoa faça exatamente a mesma coisa em algum momento no futuro", disse o diretor da Birdlife Tasmania, Eric Woehler. "A sentença dá um valor mínimo à preciosa vida selvagem da Tasmânia. Isto estabelece um precedente inadequado para futuros ataques contra a vida selvagem.”

A espécie pinguim azul pode viver até 24 anos e é encontrada apenas na Austrália e na Nova Zelândia. Quase metade da população global destes animais vive na Tasmânia. / AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.