Nick Ut/AP
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Homem que matou professor da Ucla tinha lista com 3 alvos

Mainak Sarkar pretendia matar outro docente que não estava no câmpus e teria assassinado mulher que estava na lista

O Estado de S. Paulo

02 Junho 2016 | 20h17

LOS ANGELES - O autor do ataque a tiros de quarta-feira na Universidade da Califórnia em Los Angeles (Ucla) tinha uma lista com os nomes de três pessoas que pretendia assassinar, na qual estava o professor que matou na faculdade e uma mulher de Minnesota que foi encontrada morta, informou nesta quinta-feira o chefe do Departamento de Polícia de Los Angeles, Charlie Beck.

Mainak Sarkar, de 38 anos, morador de Minnesota e ex-aluno da universidade, foi identificado como o responsável pela morte de William Klug, professor de engenharia mecânica e aeroespacial da Ucla. Sarkar suicidou-se depois, segundo as autoridades. Com ele havia um bilhete de despedida no qual pedia que tomassem conta de seu gato.

O bilhete encontrado pela polícia na cena do crime ajudou a investigação a se deslocar até a residência do ex-estudante em Minnesota, onde foi encontrada uma lista de vítimas que Sarkar pretendia matar.

“O nome do professor Klug estava na lista, da mesma forma que o de outro professor da Ucla”, disse o agente, sem revelar o nome do docente, que não estava no câmpus.

Nessa lista também estava o nome de uma mulher, Ashley Hasti, moradora de uma cidade próxima de Minnesota, que foi achada nesta quinta-feira em sua casa morta a tiros. Beck admitiu que Sarkar é “o principal suspeito” do assassinato da mulher. Segundo fontes, ela seria uma médica, ex-namorada de Sarkar.

Segundo o chefe da polícia de Los Angeles, Sarkar, que se graduou em 2013, dirigiu de Minnesota até a cidade californiana com duas pistolas semiautomáticas e grande quantidade de munição, suficiente para ter causado “muitas mais mortes”. 

Sarkar entrou no câmpus da Ucla, invadiu o escritório de Klug e abriu fogo contra seu ex-professor, a quem acusava de ter-lhe roubado um código de informática e de tê-lo dado a outra pessoa. / EFE

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