Jeenah Moon/The New York Times
Jeenah Moon/The New York Times

Homem que morreu em incêndio na Trump Tower era negociador de arte e amigo de Andy Warhol

Todd Brassner é mencionado na biografia do artista, ‘The Andy Warhol Diaries’, e tinha algumas de suas obras, como um autorretrato que foi vendido por US$ 601 mil em 2007

O Estado de S.Paulo

09 Abril 2018 | 11h42

NOVA YORK, EUA - O homem que morreu no sábado em um incêndio na Trump Tower, em Nova York, foi identificado pelas autoridades como Todd Brassner, um negociador de arte que foi amigo do pintor Andy Warhol, informaram alguns veículos de imprensa locais.

+ Incêndio é reportado na Trump Tower em Nova York; duas pessoas ficam feridas

+ Steve Bannon acusa assessores do presidente dos EUA de ‘traição’

Brassner, de 67 anos, morava no 50.º andar do edifício, no apartamento onde foi ativado o alarme de incêndio por volta das 17h35 (18h35 em Brasília). Ele foi encontrado inconsciente pelos bombeiros e levado a um hospital da cidade, onde acabou morrendo.

+ Diante da onda de frio extremo nos EUA, Trump ironiza ‘o bom e velho’ aquecimento global

+ A conexão de Ivanka Trump e o brasileiro fugitivo do Panamá

De acordo com o jornal New York Daily News, Brassner era amigo de Warhol e é, inclusive, mencionado na biografia do artista, The Andy Warhol Diaries. Além disso, tinha em sua coleção algumas obras, como um autorretrato vendido por US$ 601 mil em 2007, e uma gravura de Marilyn Monroe de 1978, que Warhol lhe deu de presente.

Brassner era um dos dois filhos de um negociador de obras de arte e uma mulher que trabalhava no ramo de iluminação chamada Jules Brassner, que apresentou o filho a Warhol.

Reveja: Trump nega relação com atriz pornô

Todd e o artista frequentemente faziam compras juntos, segundo Stuart Pivar, um colecionador que era muito próximo de Warhol. “Eles eram como dois adolescentes de 14 anos, vendo o mundo”, afirmou Pivar.

As autoridades ainda não informaram o que iniciou o fogo no apartamento, que não tinha um sistema de combate a incêndios. Essa medida de segurança não era requisito nos arranha-céus de Nova York quando a Trump Tower foi construída, em 1983. Segundo a NBC, os donos dos apartamentos antigos não têm a obrigação de instalá-los a menos que o edifício passe por uma ampla reforma. / EFE e NYT

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.