Rich Pedroncelli / AP
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Homem que passou 39 anos preso por crime que não cometeu é indenizado em US$ 21 milhões nos EUA

Craig Coley, de 71 anos, cumpria pena de prisão perpétua desde 1980 pelo assassinato de sua ex-namorada Rhonda Wicht e seu filho de 4 anos, Donald

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de fevereiro de 2019 | 06h37

LOS ANGELES, EUA - Um homem que passou décadas em uma prisão na Califórnia por um crime que não cometeu foi indenizado em US$ 21 milhões. Craig Coley, de 71 anos, cumpria pena de prisão perpétua desde 1980 pelo assassinato de sua ex-namorada Rhonda Wicht e seu filho de 4 anos, Donald.

Coley foi libertado 39 anos depois e perdoado pelo governador da Califórnia, Jerry Brown, graças a evidências de DNA que provaram sua inocência. Ao anunciar o acordo de indenização, a cidade de Simi Valley disse em um comunicado que concordou com o valor para evitar um julgamento caro.

“Embora nenhuma quantia possa compensar o que aconteceu com o senhor Coley, chegar a esse acordo era o correto tanto para o senhor Coley como para a comunidade”, disse o gerente municipal de Simi Valley, Eric Levitt. “O custo monetário de ir a julgamento seria astronômico e seria irresponsável seguirmos nessa direção.”

Em 2018, Coley recebeu cerca de US$ 2 milhões do Conselho de Compensação de Vítimas da Califórnia, US$ 140 por cada dia que passou erroneamente na prisão.

O veterano de guerra, que sempre alegou sua inocência, foi condenado em parte pelo testemunho de um vizinho que disse ter visto a caminhonete dele deixar a cena do crime. As duas vítimas foram encontradas mortas em suas camas. Rhonda havia sido golpeada, violentada e estrangulada até a morte e Donald morreu asfixiado.

Em 2016, a polícia e a Promotoria reabriram o caso após descobrirem que o esperma encontrado no lençol de Rhonda não coincidia com o DNA do condenado. Os detetives identificaram também outros possíveis suspeitos e determinaram que o vizinho não podia ter visto o veículo partir de onde estava por falta de luz.

O advogado de Coley, Ron Kaye, disse que espera que o acordo possa permitir a seu cliente encerrar este obscuro ciclo de sua vida. “Agora poderá viver o resto de sua vida. Esperamos que seja boa, com a segurança (financeira) que ele merece”, afirmou Kaye ao jornal Los Angeles Times. / AFP

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