REUTERS/Michael Evans/The White House
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Homem que tentou assassinar Reagan será solto em agosto

Depois de mais de 30 anos preso em hospital psiquiátrico, John Hinckley, de 61 anos, foi autorizado a se mudar para a Virgínia, onde sua mãe mora, por 'não representar nenhum perigo' para a sociedade

O Estado de S. Paulo

27 de julho de 2016 | 11h43

WASHINGTON - John Hinckley Jr., o homem que tentou assassinar o então presidente dos EUA Ronald Reagan, em 1981, será colocado em liberdade condicional em agosto, anunciou nesta quarta-feira, 27, um juiz federal.

Hinckley, internado no hospital psiquiátrico St. Elizabeth, em Washington, há mais de 30 anos, terá autorização para deixar a clínica a partir de 5 de agosto e deverá morar permanentemente em Williamsburg, na Virgínia, determinou o juiz Paul Friedman, segundo documentos obtidos pela agência AFP.

O magistrado disse ainda que as condições da libertação de Hinckley poderão ser flexibilizadas entre 12 e 18 meses depois de sua saída do hospital psiquiátrico, dependendo de seu comportamento neste período. 

Hickley, que tem 61 anos, tentou assassinar Reagan na saída do hotel Hilton, em Washington, em 30 de março de 1981, ao disparar seis tiros na direção do presidente, que foi ferido por um disparo - outras três pessoas também foram atingidas. 

Na ocasião, o agressor disse que esperava impressionar a atriz Jodie Foster com sua iniciativa. Durante seu julgamento, em 1982, ele foi declarado não culpado por ser considerado incapaz de responder penalmente por seus atos. 

Em abril de 2015, a psiquiatra Deborah Giorgi-Guarnieri, que cuida de Hinckley, assegurou durante uma audiência juficial que seu paciente estava em condições "de sair e já não representava nenhum perigo" para a sociedade. Também no ano passado ele obteve o direito de deixar a instituição 17 dias por mês para visitar sua mãe na Virgínia. / AFP

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