Homem que tentou matar o papa João Paulo II visita túmulo

Homem que tentou matar o papa João Paulo II visita túmulo

Mehmet Ali Agca, que tinha sido setenciado à prisão perpétua, mas foi perdoado, disse que gostaria de conhecer o papa Francisco

Philip Pullella, Reuters

27 de dezembro de 2014 | 16h36

O homem que tentou matar o ex-papa João Paulo II há 33 anos apareceu no Vaticano neste sábado para colocar rosas brancas em seu túmulo e dizer que gostaria de conhecer o papa Francisco.

Mehmet Ali Agca, turco, deixou João Paulo II criticamente ferido após diversos tiros na fracassada tentativa de assassinato no dia 13 de maio de 1981, na Praça São Pedro.

O antigo papa perdoou Agca, que já fora membro de um grupo turco de extrema-direita conhecido como Lobos Cinzas, e foi conhecê-lo em 1983 na prisão de Roma, onde o turco havia sido sentenciado à prisão perpétua pelo ataque.

Agca telefonou ao jornal italiano la Repubblica neste sábado para anunciar que havia chegado ao Vaticano, em sua primeira visita desde a tentativa de assassinado e há exatos 31 anos após João Paulo II encontrá-lo na prisão. 

A visita foi confirmada à Reuters pelo padre Ciro Benedettini, vice-porta-voz do Vaticano, que afirmou que Agca ficou alguns momentos em silêncio sob o túmulo na Basílica de São Pedro antes de deixar dois buquês de rosas brancas.

Agca, de 56 anos, foi perdoado pela Itália em 2000 e extraditado para a Turquia, onde foi preso em 1979 pelo assassinato de um jornalista além de outros crimes. Ele foi solto em 2010.

O ataque contra João Paulo II, que morreu em 2005, continua nebuloso por questões não respondidas sobre quem poderia estar por trás. Uma comissão parlamentar de inquérito italiana afirmou em 2006 que estava "além de dúvida razoável" que havia sido planejado por líderes da ex-União Soviética. 

Neste sábado, o Vaticano deu uma resposta fria ao pedido de Agca de conhecer o papa Francisco. "Ele colocou suas flores no túmulo de João Paulo II; eu acho que isso é o suficiente", disse o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, ao jornal la Repubblica.

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