Homem vive há 39 dias em árvore para salvá-la

O homem que está vivendo em um velho carvalho há 39 dias disse estar pronto para continuar seu protesto depois da visita de um dentista, que subiu na árvore para um exame odontológico de emergência. "Sinto-me muito melhor", disse John Quigley, que precisou de uma coroa temporária depois de ter quebrado seu molar esquerdo, enquanto comia uma barra energética na semana passada. A Dra. Ana Michael, de Huntington Park, se ofereceu para atender à chamada na segunda-feira, depois de ouvir falar a respeito da situação de Quigley em um programa de rádio. "Ele perguntou se eu tinha algum problema em subir numa árvore para dar uma olhada em um paciente. Eu disse claro que posso, eu costumava fazer isso quando era criança, por que não agora?", disse a dentista. Quigley está empoleirado a cerca de 15 metros de altura, na árvore que tenta salvar de um projeto de construção de estrada. Ana colocou apetrechos especiais antes de escalar seis metros para encontrá-lo a meio caminho de onde estava, numa seção da árvore que lhe permitia fazer o exame. "Ela é uma grande esportista e fez um ótimo trabalho escalando a árvore", disse Quigley. Quigley disse que estava tentando manter a higiene bucal, apesar de estar vivendo na árvore por mais de um mês. "Eu escovo meus dentes, embora não tenha passado o fio dental e, por isso, fui obrigado a chamá-la", disse ele. Ana disse que não pode instalar uma coroa permanente naquelas condições. Ao invés disso, ela aplicou um sedativo que selou o ferimento e aliviou a dor. O condado de Los Angeles pediu a remoção do carvalho para que a estrada de Pico Canyon pudesse ser aumentada de duas para quatro pistas, para acomodar melhor um projeto de desenvolvimento habitacional da parte oeste de Santa Clarita. A árvore ia ser cortada, originalmente. Os protestos conduziram a um plano para movê-la, mas Quigley e outros manifestantes acham que ela não sobreviveria ao replantio. Quigley disse que as discussões com o projetista, John Laing Homes, estão evoluindo positivamente. "Estamos explorando outras opções que podem manter a árvore onde está. Basicamente, mudamos do confronto para o diálogo".

Agencia Estado,

12 Dezembro 2002 | 16h00

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