Homenagem a Confúcio aproxima Japão e China

Relações sino-japonesas poderão mudar, após meia década de tensões

Efe

30 de dezembro de 2007 | 06h50

O primeiro-ministro japonês, Yasuo Fukuda, encerrou neste domingo sua viagem oficial à China com outro importante gesto de aproximação a seu grande rival regional, ao visitar o local de nascimento do filósofo chinês Confúcio, a cuja imagem dedicou uma solene reverência. No último ato de sua visita de quatro dias, Fukuda visitou a cidade de Qufu, local de nascimento do filósofo que há 2.500 anos assentou as bases do pensamento oriental, tão vigente hoje em dia na China comunista como no Japão das altas tecnologias. Fukuda e sua esposa, Kiyoko, visitaram o Templo de Confúcio e se curvaram diante de uma estátua do pensador, algo que segundo a agência estatal chinesa "Xinhua" serviu como o "grande encerramento" de uma visita que confirma o bom momento das relações sino-japonesas, após meia década de tensões. O primeiro-ministro do Japão assinalou que sua visita "teve muito significado" e seu objetivo foi aprofundar o entendimento e os intercâmbios entre os dois povos, para promover os laços entre as duas potências da Ásia Oriental. A visita serviu para Pequim avaliar a postura do novo governante japonês, que chegou ao poder em setembro após a renúncia de Shinzo Abe, e comprovar que sua política em relação à China é tão moderada quanto a de seu antecessor, que tinha fixado a restauração dos laços com o gigante asiático como ponto principal de sua agenda exterior. O primeiro-ministro japonês também visitou em sua passagem pelo gigante asiático uma instalação da Toyota e de uma sócia chinesa, a FAW, na cidade de Tianjin, a 150 quilômetros de Pequim. O único ponto negativo desta visita foi a falta de avanços significativos na disputa dos dois países pelas jazidas de gás e petróleo no Mar da China Oriental, que foi um dos pontos centrais na reunião oficial de Fukuda com se colega chinês, Jiabao Wen, na sexta-feira passada. Os dois primeiros-ministros estabeleceram apenas a continuação do diálogo, para tentar chegar a um acordo definitivo no próximo ano. O Mar da China Oriental conta com reservas estimadas de aproximadamente 200 bilhões de metros cúbicos de gás natural e de 25 bilhões de toneladas de petróleo.

Tudo o que sabemos sobre:
ChinaJapãoConfúncio

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.