AFP PHOTO / KENZO TRIBOUILLARD
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Homenagem francesa a Tel-Aviv tem jovens dançando e bandeiras pró-Palestina

Evento de verão organizado pela prefeitura de Paris causou polêmica e críticas de organizações próximas à causa palestina; vereadora pede o reconhecimento do Estado Palestino

Andrei Netto, Correspondente / Paris, O Estado de S. Paulo

13 de agosto de 2015 | 10h16

PARIS - Uma multidão de policiais, outra de jornalistas, mas poucos frequentadores estão nesta quinta-feira, 13, prestigiando o "Tel-Aviv sur Seine" - ou "Tel-Aviv às margens do Sena" -, o evento de verão organizado pela prefeitura de Paris que revoltou organizações de defesa dos palestinos e causou polêmica na França. 

Realizado na região de Paris Plage, a praia artificial da capital, em homenagem à cidade israelense de Tel-Aviv, o festival de cultura, música e gastronomia recebeu reforço de 500 policiais para garantir a segurança dos frequentadores e prevenir atentados terroristas. 

A abertura do evento ao público aconteceu às 10h (hora local), com forte aparato policial, muitos jornalistas, mas poucos frequentadores. Conforme anunciado pelo Ministério do Interior, as forças de ordem montaram um pequeno check point e revistaram bolsas, mochilas e sacolas dos visitantes, para só então liberar sua entrada na área festiva, situada nas proximidades da catedral de Notre-Dame, no centro de Paris.

A preocupação das autoridades se dá porque, alvo de atentados terroristas no início do ano, a capital francesa continua em estado máximo de alerta contra eventuais ataques de extremistas islâmicos.

Mas os movimentos críticos mais ativos não têm qualquer relação com grupos terroristas. Tratam-se de organizações não governamentais e de defesa dos direitos humanos solidários à causa palestina, ou de partidos de extrema esquerda, como o Partido Comunista Francês (PCF), um dos que pediu à prefeita de Paris, Anne Hidalgo, que cancelasse o evento.

Enquanto alguns poucos jovens dançavam ao som de música pop israelense e turistas e parisienses esperavam pelo sol em um dia nublado, a vereadora Danielle Simonnet, do Partido de Esquerda, protestou contra a iniciativa, convocando os presentes a realizarem "um protesto pacífico, em apoio à fraternidade, em apoio à luta contra todas as formas de racismo e antissemitismo, e em favor do reconhecimento do Estado Palestino". 

Em meio aos poucos manifestantes contrários à homenagem a Tel-Aviv, uma grande bandeira da Palestina foi estendida em Paris Plage. Um grupo de jovens usando camisetas com a inscrição "Gaza Soccer Beach" foi barrada pela polícia. No início da tarde, o número de frequentadores começava a aumentar, mesmo com o tempo fechado em Paris.

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