AFP PHOTO / SHAH MARAI
AFP PHOTO / SHAH MARAI

Homens armados invadem emissora em Cabul e matam ao menos uma pessoa

Shamshad TV informou que ação já foi encerrada e todos os funcionários que estavam no edifício foram resgatados

O Estado de S.Paulo

07 Novembro 2017 | 05h41
Atualizado 07 Novembro 2017 | 09h22

CABUL - Um grupo de homens armados invadiu nesta terça-feira, 7, emissora Shamshad TV em Cabul, onde estavam vários funcionários, informou uma testemunha. A ação, contudo, já terminou, segundo o próprio canal, que retomou em seguida as transmissões.

+ Artigo: Complacência política nutre extremismo islâmico

"O ataque terminou. Segundo o comando das forças especiais, todos os funcionários que estavam no edifício foram resgatados", informou a emissora. Um segurança morreu na ação, de acordo com o porta-voz da polícia de Cabul, Basir Mujahid. Contudo, algumas agências de notícias falam em dois a quatro mortos.

+ Taleban nega ter matado filha de refém canadense libertado após cinco anos

Wahidulllah Mairooh, porta-voz do Ministério da Saúde afegão, disse que 21 pessoas ficaram feridas e foram hospitalizadas.

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) assumiu a autoria da ação, de acordo com o SITE Intelligence Group, que monitora atividades jihadistas.

"Vi nas câmeras de segurança três criminosos entrando no prédio da emissora. Atiraram no guarda e depois entraram. Começaram a lançar granadas e a atirar", afirmou o repórter Faisal Zaland, da Shamshad TV, que afirmou ter escapado por uma porta dos fundos do edifício.

A emissora em idioma pashtun, que alcança todo o país, passou a exibir às 11h30 (3h em Brasília) uma imagem fixa ao invés de sua programação habitual.

Reveja: Taleban nega ter matado e estuprado reféns canadenses

O porta-voz do Taleban, Zabiullah Muyahid, negou qualquer envolvimento do grupo insurgente com o ataque. O Ministério do Interior afegão indicou que abriu uma investigação, mas não divulgou detalhes.

O número de atentados aumentou consideravelmente este ano em Cabul, que no fim de maio sofreu o maior ataque de sua história, no qual morreram ao menos 150 pessoas. / AFP, AP e NYT

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.