Jawad Jalali/EFE
Jawad Jalali/EFE

Seis pessoas morrem em ataque a hotel de luxo no Afeganistão

Seis pessoas ficaram feridas e 153 foram resgatadas do estabelecimento em Cabul, incluindo 41 estrangeiros

O Estado de S.Paulo

20 Janeiro 2018 | 15h39
Atualizado 21 Janeiro 2018 | 08h49

CABUL - Após 12 horas de tensão, chegou ao fim, na manhã deste domingo, 21, o ataque terrorista ao Hotel Intercontinental de Cabul, capital do Afeganistão, que deixou seis civis mortos, sendo cinco afegãos e um estrangeiro. Por volta das 21 horas (15 horas em Brasília) deste sábado, 20, um grupo de homens se aproximou do local e provocou uma explosão a fim de abrir espaço para que outros insurgentes entrassem e fizessem reféns.

A ação terminou quando o último terrorista de um grupo de três foi morto. Inicialmente, foi informado que cerca de quatro pessoas haviam entrado no local. O grupo invadiu o hotel, fez reféns e lutou contra as forças de segurança afegãs.

Seis pessoas ficaram feridas e foram retiradas do hotel ainda durante a noite. Najib Danish, porta-voz do Ministério do Interior do Afeganistão, disse que 153 pessoas foram resgatadas, incluindo 41 estrangeiros cujas nacionalidades ainda são desconhecidas.

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O ataque começou com uma explosão e uma queda de energia, disse uma fonte nos serviços antiterroristas. Os criminosos teriam usado bombas no quarto andar do prédio, e se entrincheirado no segundo andar do edifício. Nenhum grupo terrorista reivindicou a responsabilidade pelo ataque até o momento.

Ahmad Haris Nayab, gerente do hotel que fugiu sem ferimentos, disse que os terroristas entraram na parte principal do edifício por uma cozinha antes de seguirem por todo o local.

O ministro da Telecomunicação, Shahzad Aryobee informou que 105 funcionários de sua agência ficaram presos no hotel. Na manhã de sábado, houve uma conferência sobre presença chinesa e investimento no Afeganistão.

Esta é a segunda vez que o Hotel Intercontinental, estabelecimento de luxo, é alvo de atentado. A primeira vez foi em junho de 2011, quando 21 pessoas morreram e várias outras ficaram feridas antes de o Exército afegão, respaldado por forças internacionais, colocar um fim ao atentado. Na ocasião, o ataque foi reivindicado pelos talebans. /AFP, AP, e Reuters

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