Homens atiram contra centro cultural dos EUA em Calcutá

Na madrugada de hoje, um grupo de quatro homens armados, em duas motocicletas, atirou contra o centro cultural norte-americano em Calcutá, matando quatro guardas e ferindo outras 14 pessoas. As denúncias sobre a identidade dos criminosos, que conseguiram fugir, são conflitantes. Um oficial do Ministério de Interior disse que um homem ligou para polícia em Nova Délhi e que o atentado teria sido feito pelo grupo Harkat-ul Jehad-e-Islami. Este grupo militar paquistanês lutou contra o exército indiano nos anos 90, mas acredita-se que ele não esteja mais ativo. Um porta-voz dos grupos islâmicos da região da Cachemira negou qualquer envolvimento do Harkat-ul Jehad-e-Islami no ataque, e disse que a agência de espionagem indiana RAW teria sido responsável. Salim Hashmi, um porta-voz do United Jehad Council, que reúne várias organizações guerrilheiras, disse que nenhum dos grupos-membro está por trás do ataque. O porta-voz do consulado norte-americano, Rex Moser, disse que o consulado não fica perto do local do incidente e que, portanto, não foi atingido pelo atentado. Membros da embaixada norte-americana disseram que os motivos do ataque não estavam claros. O incidente ocorreu justamente quando o diretor do FBI, Robert Mueller, e o coordenador anti-terrorismo do presidente George W. Bush, Francis X. Taylor, estavam na Índia para discutir assuntos de segurança.

Agencia Estado,

22 Janeiro 2002 | 10h11

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