REUTERS/Omar Sobhani
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Ataque do Estado Islâmico em Cabul mata 80 e fere 231

O ataque ocorreu durante manifestação de milhares de afegãos, em sua maioria, hazaras, que protestavam contra um projeto de energia do governo e transcorria pacificamente

O Estado de S. Paulo

23 de julho de 2016 | 11h00

CABUL - Pelo menos 80 pessoas morreram e outras 231 ficaram feridas neste sábado, 23, em um ataque suicida durante manifestação da minoria étnica hazara na capital afegã, Cabul, informou o Ministério da Saúde Pública. O Estado Islâmico, por meio de sua agência de notícias, Amaq, reivindicou a autoria do ataque suicida: “Dois combatentes do EI detonaram coletes com explosivos em uma concentração de xiitas na região de Dehmazang". 

O presidente afegão, Ashraf Ghani, disse que entre os mortos e feridos estão “membros das forças de segurança”, sem dar mais detalhes. O ataque ocorreu por volta das 14h30 (7h em Brasília) durante manifestação de milhares de afegãos, em sua maioria, hazaras, que protestavam contra um projeto de energia do governo e transcorria pacificamente em meio a fortes medidas de segurança, que impediram a aproximação dos manifestantes do palácio presidencial.

A comunidade hazara do Afeganistão, um país predominante sunita e no qual os xiitas representam 9% da população, foi alvo de diversos sequestros e assassinatos por parte do movimento Taleban e de outros grupos insurgentes como o Estado Islâmico nos últimos dois anos. 

As explosões ocorrem três semanas após um homem-bomba matar dezenas de pessoas em um ataque contra cadetes recém-formados da polícia, assumido pelo Taleban. O porta-voz taleban, Zabaiullah Mujahid, no entanto, afirmou em sua conta oficial no Twitter que o grupo não está envolvido na ação deste sábado. "Condenamos qualquer ataque que cause divisão. É algo que beneficia o inimigo", publicou. / REUTERS, EFE e AP 

 

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