Homens-bomba infiltram ministério iraquiano e matam 29

Dois homens-bomba, disfarçados de policiais, infiltraram-se em uma das áreas mais bem guardadas de Bagdá e mataram 29 pessoas. Eles não conseguiram se aproximar do local onde o embaixador americano e altas autoridades iraquianas participavam da celebração do Dia da Polícia Nacional. A informação de que as 29 mortes foram provocadas por homens-bomba suicidas retifica informe emitido anteriormente pelas autoridades , de que o ataque contra o ministério teria consistido em um carro-bomba e no lançamento de dois mísseis.Um website conhecido por divulgar material extremista publicou uma reivindicação de autoria dos ataques em nome da rede Al-Qaeda no Iraque, afirmando que o atentado foi uma resposta à suposta tortura de sunitas em prisões mantidas pelo Ministério do Interior, controlado por xiitas. Há mais de 100 casos registrados de denúncia de abusos contra prisioneiros em duas instalações administradas pelo ministério.O major de polícia Falah al-Mohammadawi disse que dois homens-bomba executaram o atentado dentro do complexo do ministério, que cobre uma área com mais de um quilômetro de largura, onde ocorriam as festividades do Dia da Polícia. O primeiro homem-bomba foi baleado pela segurança, mas conseguiu detonar seus explosivos. O segundo também explodiu. Um dos terroristas vestia uma farde de major e o outro, de tenente-coronel. Ambos tinham passes de segurança para ingressar no complexo.Pelo menos 29 pessoas foram mortas e 18 ficaram feridas no atentado, a maioria policiais, disse Ala´a Abid Ali, representante do Hospital al-Kindi. As bombas explodiram a cerca de 500 metros do local onde ocorria a celebração do feriado, e onde estavam o embaixador dos EUA, Zalmay Khalilzad, o ministro do Interior, Bayan Jabr, o ministro da Defesa, Sadoun al-Dulaimi e centenas de outras pessoas. Os atentados não perturbaram nem o desfile e nem as autoridades presentes, segundo informou o tenente-coronel Barry Johnson, porta-voz militar americano.

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