Homens-bomba matam pelo menos 60 pessoas no Paquistão

Terroristas atacam fábrica de armas durante o horário de saída dos funcionários; Taleban assume autoria

Efe e Associated Press,

21 de agosto de 2008 | 06h50

Dois homens-bomba atacaram uma fábrica de armas no Paquistão nesta quinta-feira, 21, matando pelo menos 63 pessoas e ferindo outras dezenas, segundo informações da rede BBC. Os terroristas detonaram os explosivos em dois portões diferentes enquanto os trabalhadores deixavam o local.  No entanto, alguns sobreviventes sofreram ferimentos muito graves e fontes nos serviços de segurança temem que o número de mortes aumente ainda mais. O Taleban assumiu a responsabilidade dos atentados. O porta-voz do grupo no Paquistão, Maulvi Omar, declarou à emissora americana que seu grupo - o Tehrik-e-Taleban - era responsável pelos ataques. O Paquistão está sofrendo com uma onda de atentados suicidas, com ataques em várias cidades, como Peshawar, Dera Ismail Khan e Lahore, que registraram mais de 50 vítimas fatais nos últimos dez dias. A fábrica militar está instalada na zona de Wah Cantt, na localidade de Taxila, em uma área situada a cerca de 30 quilômetros de Islamabad, onde o Exército tem um grande número de instalações. Um contingente de soldados e policiais cercou o local atacado e impediu a aproximação de jornalistas. A televisão local mostrava filas de ambulâncias na avenida que leva à fábrica.  Maulvi Umar, um porta-voz dos milicianos pró-Taleban que atuam no Paquistão, reivindicou a autoria do duplo ataque suicida em nome dos rebeldes. Umar afirmou à Associated Press que a ação foi uma retaliação aos ataques aéreos promovidos pelas forças paquistanesas em Bajur, um bastião rebelde perto da fronteira com o Afeganistão. Umar advertiu ainda que os insurgentes promoverão ações similares em outras importantes cidades do Paquistão, inclusive na capital, Islamabad, a não ser que as Forças Armadas do país cessem suas operações contra eles. As forças de segurança paquistanesas estão envolvidas em uma batalha contra extremistas islâmicos em duas regiões no noroeste do país, apesar dos esforços do governo em negociar um acordo com os grupos militantes. Policiais e militares têm sido alvos de atentados desde o início da onda de atentados terroristas, que culminou no assassinato da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto durante campanha eleitoral, em dezembro. (Matéria atualizada às 16h20) 

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