REUTERS/Navesh Chitrakar
REUTERS/Navesh Chitrakar

Homens que estupraram menina de 8 anos na Índia são condenados à morte

Sentença é uma das primeiras anunciadas após uma nova lei que permite acelerar os processos judiciais e a condenação à morte por abuso de crianças

O Estado de S.Paulo

21 Agosto 2018 | 14h59

NOVA DÉLHI - Dois homens, de 20 e 24 anos, foram condenados à morte nesta terça-feira, 21, por um tribunal indiano que os declarou culpados pelo estupro de uma menina de 8 anos.

Essa sentença é uma das primeiras anunciadas após uma nova lei, que permite acelerar os processos judiciais e a condenação à morte pelo estupro de crianças.

O crime aconteceu há dois meses. Após os fatos, multidões de manifestantes saíram em passeata pedindo "morte aos estupradores!". A menina continua internada em um hospital em estado crítico.

Os criminosos esperaram a menina em frente à sua escola em Mandsaur, cidade de 100 mil habitantes no Estado de Madhya Pradesh (centro).

Os indivíduos a levaram a um local isolado, a estupraram e a degolaram, antes de abandoná-la acreditando estar morta. A menina, no entanto, sobreviveu. Vizinhos a encontraram e a levaram para o hospital, onde foi submetida a diversas cirurgias. 

A vítima conseguiu, durante um julgamento, identificar os dois agressores. 

Há cerca de dois meses, no Estado de Jammu, no norte do país, oito homens foram acusados de assassinar uma menina de 8 anos, após violentá-la por vários dias. Por causa disso, o governo já havia endurecido as penas para esse tipo de crime.

A última execução por estupro no país aconteceu há 14 anos em Calcutá (leste). Dhananjay Chatterjee, segurança de um edifício, foi enforcado por estuprar e assassinar uma jovem de 18 anos em 1990. 

A Índia já tinha feito mudanças na lei contra abusos sexuais em 2012, após um caso envolvendo uma jovem estuprada por um grupo em um ônibus. Apesar disso, não foi registrada queda no número de casos.

Em 2016 foram registradas 40 mil denúncias por violência sexual no país. Algumas associações suspeitam, no entanto, que esse número seja apenas a "ponta do iceberg". 

Segundo números do governo, há mais de 100 mil processos de estupro pendentes de resolução na justiça do país. / EFE e AFP

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