Honduras reconhece violações de direitos humanos

O presidente Ricardo Maduro admitiu publicamente que o governo violou os direitos humano nos anos 80, em Honduras. "Dolorosamente reconheço a responsabilidade do Estado por não ter garantido o direito à vida, a integridade pessoal, a liberdade pessoal, as garantias individuais e a proteção judicial", disse maduro ontem à noite. O presidente, que falava com ativistas dos direitos humanos, os conclamou a trabalhar juntos com o governo "pela reconciliação para construir uma nova Honduras, na qual não devemos esquecer essas práticas para que elas não voltem a acontecer". Maduro disse também que "nosso país e o mundo encaram novos desafios porque o novo século trouxe a responsabilidade de retomarmos o caminho que nos leve a um futuro melhor". Segundo um relatório do Comissariado Nacional de Direitos Humanos divulgado em Tegucigalpa em 1993, o Batalhão 316, que operou por cerca de 10 anos como esquadrão da morte das forças armadas, matou cerca de 184 pessoas, entre elas 115 esquerdistas hondurenhos, 39 nicaragüenses, 28 salvadorenhos, cinco costarriquenhos, quatro guatemaltecos, um americano, um equatoriano e um venezuelano. Os assassinatos ocorreram entre 1979 e 1990.

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