Hong Kong apresenta plano de reforma eleitoral sem concessões pró-democracia

O governo de Hong Kong apresentou propostas de reforma eleitoral nesta quarta-feira, o que sugere mais uma rodada de confronto entre ativistas pró-democracia e legisladores da oposição.

Estadão Conteúdo

22 de abril de 2015 | 10h17

Delineando os detalhes do pacote de reformas para os legisladores, a número dois do governo, Carrie Lam, disse que os eleitores poderiam escolher até três candidatos em 2017. No entanto, o poder de selecionar candidatos permaneceria nas mãos de um grupo de 1.200 membros de elite de Pequim.

Lam disse que as reformas permitiriam até 10 nomes a serem pré-selecionados pelo grupo, que passaria então a reduzir o número para três candidatos por meio de uma votação secreta.

Este acordo faz parte do plano que Pequim emitiu de limitar o número de candidatos e de afastar candidaturas abertas. Os líderes pró-democracia criticaram as restrições, dizendo ser uma "falsa democracia".

O atual chefe executivo de Hong Kong, Leung Chun-ying, disse que o governo não dará qualquer fundamento para as demandas dos grupos pró-democracia. "Neste momento não vemos qualquer espaço para um compromisso", disse Chun-ying.

"O lançamento da reforma política não é fácil", disse Leung, que foi escolhido a dedo para o grupo de elite de Pequim. "Se for vetado agora, acredito que levará anos para que possamos lançá-la novamente", acrescentou.

A luta pelo futuro político de Hong Kong tem dividido a cidade. No fim de 2014, milhares de pessoas protestaram nas ruas por quase três meses contra a proposta inicial do governo.

Moradores de Hong Kong, uma ex-colônia britânica, temem que a cidade, que possui liberdade de expressão e o controle de grande parte dos assuntos, possa estar sob os fundamentos de líderes comunistas da China.

O pacote de reformas, que precisa de aprovação do Legislativo da cidade, poderia deixar de obter os necessários dois terços, ou 47 dos 70 lugares, para ser aprovado. Como os legisladores pró-democracia possuem 27 cadeiras, o governo espera que ele possa persuadir quatro membros a mudarem opinião. Fonte: Associated Press.

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