Hong Kong relembra massacre na Praça da Paz Celestial

À luz de velas e ao som de hinos patrióticos chineses, mais de 20.000 pessoas em Hong Kong exigiram uma explicação para a repressão ordenada há 14 anos contra as forças pró-democráticas que se manifestavam na Praça da Paz Celestial, em Pequim. Além disso, manifestaram temores de que as liberdades no ex-protetorado britânico estejam em perigo. O governo de Hong Kong se prepara para aprovar um projeto de lei anti-subversão que prevê sentenças de prisão perpétua para muitos delitos contra o Estado. Os críticos temem que a ex-colônia britânica fique sujeita à supressão de qualquer tipo de contestação, como na China continental, embora Hong Kong insista em não ser assim.Milhares de pessoas se reuniram para lembrar o massacre perpetrado quando a China usou tanques e soldados para esmagar o movimento democrático estudantil em Pequim, em 4 de junho de 1989. Neste ano, muitos dos manifestantes usaram as máscaras cirúrgicas como precaução contra a epidemia de penumonia asiática. Os ativistas depositaram flores ao redor de um monumento improvisado em homenagem a três dos mortos na repressão. Nela morreram centenas, talvez milhares de pessoas.

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