Kin Cheung/AP Photo
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Protestos em Hong Kong pedem lei de extradição na pauta do G-20

Manifestantes fazem campanha para que o polêmico projeto de lei figure na ordem do dia da cúpula das maiores economias do mundo

EFE, O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2019 | 06h37

HONG KONG - Centenas de manifestantes marcharam nesta quarta-feira, 26, vestidos de preto e em silêncio, em direção a 19 consulados estrangeiros em Hong Kong. Eles entregaram cartas aos postos diplomáticos para pedir que pressionem o presidente da China, Xi Jinping, sobre a situação na ex-colônia britânica na próxima cúpula do G-20, que acontecerá no Japão nos dias 28 e 29 de junho.

"Encorajamos os países a pressionar a China no G-20 para que coloquem suas preocupações sobre Hong Kong, defendam o alto grau de autonomia e o ambiente de livre-comércio e protejam os direitos de seus cidadãos para fazer negócios", reivindicaram.

Os protestos acontecem depois do vice-ministro das Relações Exteriores da China, Zhang Jun, dizer que seu país "não permitirá" que a questão dos protestos em Hong Kong seja abordada dentro da cúpula. Jun afirma que o tema delicado trata-se de uma "questão interna" do gigante asiático na qual "nenhum país ou indivíduo estrangeiro" deveria intervir.

"Isso mostra que a China quer evitar os problemas de Hong Kong", disseram os manifestantes. "Por isso, os moradores devem fazer um apelo sério aos países estrangeiros para que levantem a questão que Xi Jinping quer evitar, forçando-o a rever sua atual política".

Como parte da estratégia, os ativistas arrecadaram mais de 5 milhões de dólares de Hong Kong (cerca de US$ 640 mil) em uma campanha de financiamento coletivo para inserir anúncios em 13 jornais internacionais de nove países. A intenção é  conseguir com que o polêmico projeto de lei de extradição figure na ordem do dia da cúpula G-20 em Osaka, no Japão, desta semana.

A captação de recursos alcançou sua meta original de 3 milhões de dólares de Hong Kong (US$ 384 mil) em dez horas, dos quais mais de 20 mil doadores fizeram contribuições. O anúncio consiste em uma carta aberta pedindo a cidadãos estrangeiros que pressionem seus governos antes da cúpula, que terá a participação de Xi e do diretor financeiro de Hong Kong, Paul Chan.

Depois de visitar os 19 consulados (representantes dos países que participam da cúpula), os manifestantes manterão uma segunda reunião, uma manifestação organizada pela Frente Civil de Direitos Humanos, às 20h (horário local). Um dos coordenadores, Jimmy Sham, disse que o tema será "Libertem Hong Kong, agora democracia".

Os organizadores convidarão diferentes profissionais para anunciar uma declaração conjunta em vários idiomas e discutirão a relação entre Hong Kong e a comunidade internacional.

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