Horas após tremor, brasileiros fazem parto no Haiti

Duas horas depois do terremoto que atingiu o Haiti, militares brasileiros fizeram um parto de uma menina em Porto Príncipe, na terça-feira, informou a Agência Brasil em seu site. O capitão médico Fabrício Almeida de Moura disse que a criança está bem, mas a mãe, uma haitiana, corre risco de morrer por causa de uma hemorragia. O atendimento ocorreu na Base Charles, onde fica o maior número de militares brasileiros atuando no país caribenho.

AE, Agencia Estado

14 de janeiro de 2010 | 10h35

"Ela (a mãe) não estava ferida. O susto com o terremoto fez com que entrasse em trabalho de parto e tivemos que fazer o parto em uma garagem. A criança está bem, está se alimentando com leite, mas a mãe está com sérias complicações de hemorragia", disse o militar, que na noite de ontem coordenava os trabalhos do hospital improvisado.

Cerca de 120 feridos pelo terremoto foram atendidos na base e cerca de 70 permanecem internados. De acordo com o médico, são pessoas que receberam os primeiros socorros, mas que precisam de procedimento cirúrgico. Muitas chegaram precisando de amputação. "O problema é que temos pessoas que estão começando a ter febre e a apresentar quadro de infecção. Se não forem atendidas rapidamente, não sobreviverão", disse o médico à Agência Brasil.

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