AP Photo/Claude Paris
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Horror em Nice

Esta nova infâmia confirma que a França é o objeto de um ódio particular dos jihadistas

Gilles Lapouge, O Estado de S.Paulo

15 de julho de 2016 | 17h02

PARIS - Pela terceira vez em um ano e meio, a França foi atingida pelos jihadistas. Em janeiro de 2015, houve o assassinato de toda a redação do jornal Charlie Hebdo; em novembro, atentados diversos em Paris, "a morte por atacado", e na quinta-feira, na sublime cidade de Nice, às margens do Mediterrâneo, um caminhão se jogou sobre a multidão, matando 84 pessoas que admiravam os fogos de artifício da Festa Nacional de 14 de Julho.

Esta nova infâmia confirma que a França é o objeto de um ódio particular dos jihadistas. Não há nenhuma dúvida, porque é ela que, no Mali e no Oriente Médio, é um dos países que mais duramente atacam os terroristas.

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Outra lição: nas terras onde se instalaram, os membros do Estado Islâmico sofrem pesados danos, enquanto seus chefes recuam sob os golpes dos EUA, da Grã-Bretanha, da França e da Rússia. Além disso, para compensar seus prejuízos no Iraque, na Síria e na Líbia, os assassinos atingem alvos ocidentais diretamente na Europa.

O massacre de Nice ainda não foi reivindicado pela Al-Qaeda ou pelo EI. Indubitavelmente, foi obra de um desses "lobos solitários" que montam suas operações sozinhos, e com meios rudimentares, mas igualmente ignóbeis. No caso de Nice, um caminhão foi usado para esmagar adultos e crianças sob suas rodas gigantescas./ TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA 

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