Hospital dos EUA oferece ajuda a bebê britânico em estado terminal

Caso de Charlie Gard, de 11 meses, comoveu o presidente dos EUA, Donald Trump, e o papa Francisco

The Washington Post, Nova York

07 Julho 2017 | 01h10

LONDRES -- O Hospital Presbiteriano de Nova York e o Centro Médico Irving, da Universidade de Columbia, disseram nesta quinta-feira, 6, que aceitariam avaliar Charlie Gard, o bebê britânico que tem uma doença terminal. O hospital exigiu a aprovação das autoridades americanas para um tratamento experimental. Outra opção, segundo os americanos, seria enviar a droga experimental para o Great Ormond Street Hospital, de Londres, onde a criança de 11 meses está internada. 

A história de Charlie ganhou o mundo depois que seus pais, Chris Gard e Connie Yates, iniciaram um luta judicial para tentar um tratamento experimental nos EUA. O caso foi levado ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos, que recusou o caso na semana passada, confirmando decisões anteriores de que o tratamento não ajudaria o bebê. A corte europeia recomendou ainda o desligamento dos aparelhos que o mantêm vivo.

O caso chamou a atenção do papa e do presidente dos EUA. "Se pudermos ajudar o pequeno #CharlieGard, como nossos amigos no Reino Unido e o papa, ficaríamos felizes de fazê-lo", escreveu Trump. A repercussão internacional do caso fez com que a premiê britânica, Theresa May, se manifestasse na quarta-feira. Ela disse confiar que o hospital onde Charlie está internado "levará em consideração quaisquer ofertas ou novas informações" que possam beneficiar o bebê.

Charlie sofre de síndrome de miopatia mitocondrial, uma doença genética raríssima e incurável que provoca a perda da força muscular e danos cerebrais. Ele nasceu em agosto de 2016 e, dois meses depois, precisou ser internado. Os médicos britânicos dizem que o menino tem danos cerebrais irreversíveis, não se move, escuta ou enxerga, além de ter problemas no coração, fígado e rins. O hospital londrino ainda não se pronunciou sobre o convite americano.

 

 

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