Hospital é atacado pelo 2º dia no Sri Lanka; 50 morrem

Entre as vítimas está um funcionário da Cruz Vermelha; na véspera, 49 civis foram mortos no local

Agências internacionais,

13 de maio de 2009 | 07h03

O único centro médico em funcionamento na zona de guerra do norte do Sri Lanka foi bombardeado pelo segundo dia consecutivo nesta quarta-feira, 13, matando pelo menos 50 civis, segundo fontes médicas. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) confirmou que um funcionário local da organização e também foi morto no incidente.

 

Na véspera, pelo menos 49 pacientes morreram no Sri Lanka depois que o hospital de campanha foi atingido por disparos de morteiro. O Exército cingalês nega que tenha usado qualquer tipo de armamento pesado nas últimas semanas, enquanto tenta derrotar o último reduto da guerrilha Tigres de Libertação do Eelam-Tâmil (LTTE, na sigla em inglês) na região. No entanto, ainda não está claro qual dos dois lados foi responsável pelo ataque.

 

 

Organizações humanitárias estimam que 50 mil civis estão presos no território rebelde, sendo usados como escudos humanos. A guerrilha está encurralada num território de cerca de 4 quilômetros quadrados. O LTTE luta desde 1983 por um território independente para a minoria tâmil, marginalizada pela maioria cingalesa no país. Dados da ONU compilados no mês passado mostram que quase 6.500 civis morreram nos três primeiros meses desse ano, no momento em que o governo afirma estar perto de derrotar o grupo rebelde e encerrar a guerra civil.

 

"Três bombas caíram sobre o ambulatório e 38 pessoas morreram", afirmou Thurairaja Varatharajah,um dos médicos do hospital de campanha. A Cruz Vermelha também confirmou que um de seus empregados, assim como sua mãe, morreram ao serem atingidos por um morteiro. A organização, a única presente na ilha, não precisou a procedência do projétil.

 

Mais de mil civis - muitos com membros amputados ou ferimentos no peito, esperavam por tratamento quando o hospital foi atingido - e a cada vez minutos um ou dois pacientes morrem, afirmam os médicos do local. Mais de 100 corpos estão do lado de fora do hospital de campanha, já que ninguém quer se arriscar nos enterros durante os bombardeios constantes.

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