Sonny Tumbelaka/AFP
Sonny Tumbelaka/AFP

Hotéis na Indonésia dão diárias grátis a turistas presos por vulcão

'Não me importo em alojar gratuitamente os turistas que conheço. Não é culpa de ninguém', diz dono de hotel

O Estado de S.Paulo

28 Novembro 2017 | 13h42

BALI, INDONÉSIA - I Wayan Yastina Joni foi um dos poucos hoteleiros que responderam ao pedido feito pelo governo e pela agência de turismo de Bali para que os estabelecimentos oferecessem quartos gratuitos para os turistas presos no país pela erupção do vulcão Agung. Outros apenas ofereceram preços mais baixos. 

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"Não me importo em alojar gratuitamente os turistas que conheço", afirma. "Não é culpa de ninguém. É uma catástrofe natural que não esperávamos", explicou o hoteleiro.

As autoridades levavam de ônibus centenas de turistas até Surabaya, a cerca de 13 horas por terra, de onde podiam sair do país. 

"Preparamos 10 ônibus, e deveremos ter mais durante o dia", afirmou o chefe da agência de transportes de Bali, Agung Sudarsana.

O aeorporto da ilha de Lombok, outro apreciado destino turístico no leste de Bali, fechou várias vezes nos últimos dias. Na terça-feira estava aberto, mas pode ser algo temporário, segundo as autoridades.

A última erupção do monte Agung, em 1963, deixou 1,6 mil mortos, uma das mais fatais em um país com quase 130 vulcões ativos.

Dewa Gede Subagia, agora de 67 anos, lembra aquela tragédia.

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"Estou muito preocupado porque jpa vivi isso", disse à AFP no centro onde se refugiou, no povoado de Rendang. "Espero que esta vez não dure muito. Em 1963, ficou fora de casa quatro meses".

Os especialistas consideram que a atividade do Agung é comparável à registrada há meio século, quando o vulcão enviou à atmosfera erupções -cerca de 1 bilhão de toneladas- para baixar a temperatura mundial entre 0,2 e 0,3 graus Celsius durante um ano.

"A probabilidade de uma grande erupção é elevada, mas pode demorar dias ou semanas antes que aconteça", adverte David Pyle, professor de ciências da Terra na Universidade de Oxford. / AFP

 

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