Houthis avançam sobre cidade portuária do Iêmen e dizem defender o país de militantes islâmicos

Os combatentes do movimento houthi, atualmente dominante no Iêmen, chegaram mais perto do refúgio do presidente iemenita, Abd-Rabbu Mansour Hadi, em Áden nesta terça-feira, tomando duas cidades ao norte da localidade portuária enquanto colunas avançavam de diferentes direções.

REUTERS

24 Março 2015 | 12h24

Uma autoridade houthi disse, entretanto, que o grupo não visa Áden, mas defende o país de militantes islâmicos.

Os houthis e unidades aliadas do Exército capturaram Kirsh, cidade cerca de 100 quilômetros ao norte de Áden, depois de combates intensos com forças leais a Hadi, relataram autoridades e moradores.

Kirsh cruza uma estrada norte-sul e fica cerca de 40 minutos de carro ao norte da base aérea de Al-Anad, que ainda está nas mãos das forças presidenciais.

Outras unidades houthi entraram no porto de Al-Mukha, no Mar Vermelho, de segunda para terça-feira, disseram funcionários da segurança e moradores. Isso deixa a etnia, que recebe apoio do Irã e ocupou a capital do Iêmen, Sanaa, em setembro, a pouca distância do estreito de

Bab al-Mandeb, rota marítima vital para o transporte do petróleo.

Na província de Taiz, manifestantes anti-houthi e soldados se enfrentaram no vilarejo de Turba e em Taiz, cidade vizinha tomada pelos houthis no final de semana. Os soldados abriram fogo contra os manifestantes, matando pelo menos quatro e ferindo vários, segundo fontes médicas.

Mohammed al-Bukhaiti, um representante dos houthi, disse à Reuters que o movimento está defendendo o país de militantes islâmicos e que não vê motivo para transferir as conversas de paz do Iêmen para o Qatar, apesar de não rejeitar totalmente a ideia. Mais cedo, uma fonte do Ministério das Relações Exteriores do Qatar declarou que Doha mediaria conversas entre as facções iemenitas.

(Por Mohammed Mukhashaf e Mohammed Ghobari)

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