HRW diz que Chávez intimida opositores

A concentração de poder no Executivo pelo governo do presidente Hugo Chávez e a remoção das salvaguardas de direitos humanos dá às autoridades venezuelanas carta branca para intimidar, censurar e processar críticos e opositores, informou o Human Rights Watch (HRW) nesta terça-feira.

AE, Agência Estado

17 de julho de 2012 | 20h48

O relatório de 134 páginas do grupo, intitulado "Apertando a Mão: Concentração e Abuso de Poder na Venezuela de Chávez", é divulgado quatro anos depois que o diretor regional do HRW e seu vice terem sido expulsos da Venezuela, após apresentarem um relatório que chegou a uma conclusão semelhante.

Nesse meio tempo, "a situação dos direitos humanos na Venezuela se tornou ainda mais precária", diz o documento. Autoridades venezuelanas não responderam ao pedido para falarem sobre o assunto.

Chávez está no poder há 13 anos e promove uma agenda socialista que inclui expropriação de empresas privadas. Ele tenta a reeleição em 7 de outubro contra um oponente que o acusa de usar a máquina estatal e de monopolizar os meios de comunicação em seu favor.

"Com essas condições de sólida consolidação de poderes, trata-se de um verdadeiro desafio", disse o diretor para as Américas do HRW, José Miguel Vivanco, a respeito a situação do candidato oponente, Henrique Capriles.

Dentre os pontos destacados pelo grupo está o fato de o governo ter estabelecido regras que reduzem o direito do público de obter informações mantidas pelo governo, os ataques do governo ao defensores dos direitos civis e a mensagem enviadas a seus opositores de que "o presidente e seus seguidores desejam e têm capacidade para punir pessoas que os desafiem ou sejam obstáculo a seus propósitos políticos. As informações são da Associated Press.

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