Hu diz que a China não é ameaça aos EUA

O presidente chinês, Hu Jintao, propôs na quinta-feira um estreitamento da cooperação econômica e de segurança entre o seu país e os EUA, especialmente na região da Ásia/Pacífico, onde as duas nações têm fortes interesses.

REUTERS

20 de janeiro de 2011 | 17h35

"Nossos dois países nunca desfrutaram de tamanhos interesses comuns e partilharam responsabilidades tão amplas como hoje", disse Hu em discurso no segundo dia completo de sua visita de Estado aos EUA.

"Vamos sem hesitação trilhar o caminho do desenvolvimento pacífico", disse Hu, acrescentando que a China adotará uma política militar defensiva e não participará de corridas armamentistas.

"A China se empenhará para resolver pacificamente as disputas internacionais", acrescentou Hu, que foi recebido na quarta-feira pelo presidente Barack Obama na Casa Branca, e na quinta-feira por líderes parlamentares.

O pujante crescimento econômico chinês leva o país ao centro do cenário mundial, e os EUA querem que Pequim assuma mais responsabilidades em áreas como a contenção das ambições nucleares de Irã e Coreia do Norte, ou a promoção da estabilidade econômica global.

Hu disse que China e EUA têm a ganhar com uma maior cooperação econômica, e estimou que os consumidores norte-americanos economizaram 600 bilhões de dólares na última década ao importar produtos chineses baratos.

(Reportagem de Paul Eckert)

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