Hu Jintao: segurança nuclear é 'preocupação crescente'

O presidente da China, Hu Jintao, pediu hoje a tomada de medidas "efetivas" para manter a segurança de instalações e materiais nucleares e citou a necessidade de evitar que pessoas não ligadas a governos obtenham tais materiais. Em discurso realizado durante a cúpula com líderes de mais de 40 países, Hu afirmou que vê a segurança nuclear como uma "preocupação crescente" e acrescentou que "a ameaça potencial de terrorismo nuclear não pode se negligenciada".

AE, Agência Estado

13 de abril de 2010 | 13h23

O comentário se alinha à advertência do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de que o terrorismo nuclear é a principal ameaça à segurança global. Um dos principais objetivos da reunião é evitar que materiais nucleares caiam nas mãos de grupos terroristas.

Mas Hu não mencionou as questões envolvendo o Irã. Na reunião de ontem com Obama, o presidente chinês evitou expressar apoio direto ao pedido norte-americano de uma nova rodada de sanções econômicas contra o Irã.

Em vez disso, Hu ressaltou o uso da diplomacia e do diálogo em relação ao Irã, embora a China tenha concordado em participar de sérias discussões com os EUA e outros países ocidentais sobre as sanções. Como um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), a China tem poder de veto.

Mais cedo, uma fonte diplomática alemã afirmou que a China estava "mais aberta" a sanções contra o Irã. Os EUA e seus aliados acusam Teerã de ocultar um programa para produzir armas nucleares. O Irã alega ter apenas fins pacíficos. "A delegação alemã está com a impressão de que a China está agora mais aberta a sanções contra o Irã", afirmou a fonte, em Washington.

''Duas vias''

Ontem, funcionários norte-americanos disseram que Obama e Hu concordaram em trabalhar por mais sanções ao Irã. Funcionários chineses, porém, afirmaram que sanções não são a solução para o impasse nuclear. De acordo com uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, o país tem uma estratégia "de duas vias", pois pretende seguir dialogando com Teerã enquanto avalia a possibilidade de sanções caso não haja avanços.

No discurso de hoje, Hu também debateu a política nuclear chinesa, reiterando que o país aderiu à política de não ser o primeiro a usar armas nucleares em qualquer época e sob qualquer circunstância. "De forma incondicional, não usaremos ou ameaçaremos usar armas nucleares contra países que não tenham esse tipo de armamento ou contra áreas livres de armas nucleares", disse Hu. As informações são da Dow Jones.

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