Huawei e ZTE ameaçam segurança dos EUA

As gigantes de telecomunicação chinesas Huawei Technologies Co. e ZTE Corp. representam uma ameaça à segurança dos Estados Unidos e devem ser barradas de contratos e aquisições no país, segundo um comitê do Congresso americano.

AE, Agência Estado

07 de outubro de 2012 | 22h49

Segundo uma versão preliminar do relatório do Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes, obtida no domingo, não é certo que as duas empresas estejam livres da influência de Pequim, e elas poderiam ser usadas para enfraquecer a segurança dos EUA.

O comitê iniciou sua investigação há um ano, devido a temores de que Pequim pudesse usar as companhias para espionagem econômica ou militar, ou ataques cibernéticos. Segundo o comitê, as empresas não forneceram respostas adequadas sobre sua relação com o governo chinês. "A China tem os meios, oportunidade e motivos para usar empresas de telecomunicação para fins mal-intencionados", diz o relatório.

Com base na investigação, o comitê disse que as autoridades americanas "devem impedir aquisições ou fusões envolvendo a Huawei e a ZTE, dada a ameaça aos interesses de segurança nacional dos EUA".

Os sistemas do governo dos EUA, principalmente os mais sensíveis, não devem incluir equipamentos ou componentes da Huawei ou da ZTE, diz o relatório, estendendo a recomendação para empresas que trabalham em programas sensíveis do governo.

Tanto a Huawei quanto a ZTE negam qualquer ligação com o governo chinês. Altos executivos das duas empresas compareceram a uma audiência do comitê no mês passado e enfatizaram que o foco das companhias são os negócios e não política.

Em declaração enviada por e-mail, o vice-presidente da Huawei, William Plummer, disse que a integridade e a independência das práticas da empresa são conhecidas e respeitadas em quase 150 mercados. Segundo Plummer, as insinuações de que a Huawei poderia realizar ataques cibernéticos não levam em conta realidades técnicas e comerciais, ameaçam de forma negligente empregos e inovação nos EUA, e não fazem nada para proteger a segurança nacional.

A ZTE não comentou o relatório. As informações são da Dow Jones.

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