Reprodução/Twitter
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Hugo Chávez abre conta no Twitter e cita viagem ao Brasil

Presidente se disse 'contente por trabalhar pela Venezuela' em seu perfil na rede social

Agência Estado

28 de abril de 2010 | 10h37

CARACAS - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, começou a usar nesta quarta-feira, 28, o Twitter a fim de enfrentar os esforços da oposição nas redes sociais tanto criticadas por ele.

"Opa, como estão? Apareci como disse: à meia-noite. Vou ao Brasil. E muito contente por trabalhar pela Venezuela. Venceremos!!", afirmou, em sua mensagem de estreia no site de mensagens breves, postada a 0h14 desta quarta (horário local). Pela manhã, Chávez será recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília.

Horas antes da mensagem inaugural, Chávez recomendou em um programa da televisão estatal que as pessoas estejam atentas à sua página no Twitter após a meia-noite, "porque ali é que eu me solto".

O líder é um crítico das redes sociais, mas pensa em tornar-se um ativista da rede, disse o ministro de Obras Públicas, Diosdado Cabello. O ministro adiantou que os partidários do líder socialista vão "tomar de assalto" as redes sociais.

Diabo

O endereço de Chávez no Twitter é @chavezcandanga. Candanga é uma palavra usada em vários países para se referir ao diabo. Na Venezuela, denota que o castigo será tão severo que aquele que errou verá o diabo. Antes de enviar sua primeira mensagem, Chávez já tinha 9 mil seguidores. Após a primeira, passou dos 38 mil. "Todos no PSUV (partido governista) vamos ter uma conta (no Twitter)", disse o ministro.

Chávez várias vezes acusou adversários de usar o Facebook e o Twitter para insultá-lo, enganar o público e criticar funcionários do governo. O presidente já pediu que haja uma regulação da internet do país e solicitou a promotores que acusem o Noticiero Digital, um portal da internet popular entre a oposição.

Apesar disso, Chávez afirmou que o governo pretende aumentar o acesso à internet - e não limitá-lo. Segundo a empresa de pesquisas Digital Tendencies, sediada em Caracas, 30% da população venezuelana tem acesso à internet.

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