Hugo Chavez teme "escalada bélica"

O presidente da Venezuela, Hugo Chavez, está preocupado com os ataques dos Estados Unidos ao Afeganistão. Após uma série de reuniões na sede das Nações Unidas em Genebra, Chavez falou ao jornal O Estado de S. Paulo. Leia os principais trechos da entrevista: O Estado de S. Paulo - Como o senhor analisa os ataques dos Estados Unidos ao Afeganistão? Hugo Chavez - Sempre apoiamos a luta contra o terrorismo e sabíamos que um contra-ataque de Washington seria inevitável depois dos atentados em Nova York e Washington. Mas devo dizer que temo que o que está ocorrendo gere uma escalada bélica no mundo, e isso seria perigoso. Esse é o alerta que faço. Lamento que o século esteja se iniciando com um conflito tão grave como esse. Temos que ter cuidado com os ventos da guerra. Estado - Então o que deveria ser feito para, de um lado, combater o terrorismo e, de outro, evitar uma escalada bélica? Chavez - O ataque dos Estados Unidos deve ter um objetivo pontual. Deve ser rápido e evitar que a população afegã sofra ainda mais, pois isso seria lamentável. Estado - Qual seria o papel da ONU nessa situação? Chavez - Defendo um papel mais ativo da ONU no combate ao terrorismo. Acredito que está na hora de pensar em uma convenção mundial contra o terrorismo. Esse debate, porém, não pode ficar restrito ao Conselho de Segurança da ONU, mas deve envolver todos os países. Estado - Qual a sua avaliação do atual preço do petróleo? Chavez - Está muito baixo e deveria permanecer entre US$ 22 e US$ 28 por barril. O preço deve subir a um nível justo e por isso vou me reunir, nos próximos dias, com a OPEP (Organização de Países Exportadores de Petróleo), em Viena, e vamos ver o que poderá ser feito. Leia o especial

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