Human Rights Watch denuncia "limpeza étnica" no Sudão

O Sudão vem executando uma campanha sangrenta de ?limpeza étnica? na região de Darfur, matando milhares de pessoas, bombardeando vilarejos, assassinando os homens e estuprando as mulheres, acusa a ong de direitos humanos Human Rights Watch (HRW), de Nova York. A organização descreve o padrão de violência adotado pelo governo e por forças paramilitares conhecidas como janjaweed, compostas por nômades que freqüentemente atacam vilas em cargas de cavalaria ou camelos.Grupos de defesa dos direitos humanos dizem que as duas forças - o governo dominado por árabes e os nômades árabes - iniciaram um esforço deliberado para expulsar as tribos de os africanos negros do Darfur. A HRW quer que o Conselho de Segurança da ONU interfira para acabar com os massacres e apurar a existência de crimes contra a humanidade.A organização comparou a situação de Darfur com o momento inicial do genocídio de Ruanda de 1994, no qual milícias apoiadas pelo governo massacraram 500.000 pessoas. A comunidade internacional foi duramente criticada por não deter o massacre na época.?Dez anos após o genocídio de Ruanda e a despeito de anos de reflexão, a resposta da comunidade internacional aos eventos no Sudão vem sendo nada menos que vergonhosa?, diz o relatório de 77 páginas da HRW.

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